Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Setembro Vermelho: veterinária alerta para prevenção e diagnóstico precoce de doenças cardíacas em pets

Denise Murakawa, veterinária especializada em cardiologia animal, destaca a importância de manter o check-up anual atualizado

Por Geovanna Albuquerque
15/09/2026 17h00, Atualizado há 1 mês

Veterinária reforça que animais adultos devem passar por consultas pelo menos uma vez ao ano | Reprodução/Freepik

O Setembro Vermelho foi instituído para conscientizar a população sobre a prevenção e o combate às doenças cardiovasculares. A campanha também chama atenção para a saúde cardiovascular dos pets, que podem ser acometidos por problemas cardíacos. A veterinária especializada em cardiologia animal, Denise Murakawa, destaca a importância de alertar tutores e profissionais da saúde sobre prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento veterinário.

Segundo a veterinária, os cuidados preventivos são essenciais para o diagnóstico precoce, uma vez que as doenças cardíacas ocorrem muitas vezes de forma silenciosa nos pets.“O paciente já apresenta alguma alteração do coração antes que o tutor perceba qualquer sintoma. Então, é extremamente importante as consultas periódicas, onde algumas alterações podem ser detectadas de forma precoce, como, por exemplo, a presença do sopro e alterações no ritmo cardíaco”, afirma.

Entre os cuidados preventivos, a profissional destaca as consultas periódicas ao médico veterinário, além da vacinação e da vermifugação em dia. Denise chama a atenção para a dirofilariose, ou doença do verme do coração, uma doença parasitária que pode comprometer o sistema cardiovascular e que pode ser prevenida por meio de medicação de uso oral ou injetável.

A alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos compatíveis com a idade e as condições do animal também fazem parte dos cuidados. Além disso, ela destaca a importância de o veterinário e o tutor conhecerem o comportamento habitual do pet para facilitar a identificação de eventuais alterações.

Veterinária Denise Murakawa | Foto: Acervo pessoal

A predisposição genética também deve ser considerada. A veterinária destaca que algumas raças possuem mais riscos de desenvolver determinadas doenças. “A doença mixomatosa da valva mitral acomete raças de porte pequeno e algumas com o maior relato na literatura. Então, por exemplo Cavalier King Charles Spaniel é uma raça que merece uma atenção especial, porque muitas vezes esses pets podem desenvolver a doença ainda jovens e precisam de um acompanhamento mais precoce. E, no geral, raças como Shih-tzu, Yorkshire, Spitz, Poodle e Dachshund”, explica.

Em relação às doenças que acometem raças de grande porte, a profissional ressalta que a cardiomiopatia dilatada é mais comum em raças como Boxer, Dogue Alemão, Labrador e Dobermann. Em relação aos gatos, Denise afirma que a cardiomiopatia hipertrófica é a doença cárdica mais comum nos felinos e pode ocorrer mesmo em animais sem raça definida, mas raças como Maine Coon e Ragdoll podem apresentar uma predisposição genética maior. No entanto, ela ressalta que a predisposição genética não significa que outras raças não podem desenvolver problemas no coração, por isso o tutor deve manter as consultas veterinárias em dia.

Entre os sinais que podem ser observados pelos tutores, Denise destaca cansaço, intolerância a exercícios físicos ou redução da disposição para atividades que o animal costumava realizar, além de alteração no padrão respiratório, tosse persistente, redução do apetite e do peso, mudanças de comportamento e fraqueza. Outros sintomas podem incluir aumento do volume abdominal causado pelo acúmulo de líquido, alteração na coloração das mucosas e desmaios. A veterinária ressalta, porém, que esses sinais não são exclusivos de doenças cardíacas e que alguns animais podem permanecer assintomáticos mesmo com alterações no coração.

A respeito da frequência das consultas veterinárias, Denise explica que animais adultos devem passar por avaliação veterinária pelo menos uma vez ao ano. A frequência deve ser maior para pets idosos ou que já apresentam algum problema de saúde, segundo a profissional. Nesses casos, o veterinário pode avaliar a necessidade de consultar mais frequentes ou exames complementares. Já o acompanhamento com um cardiologista não precisa ocorrer de forma anual em animais saudáveis e deve ser definido conforme as alterações identificadas pelo clínico-geral.

“O ideal é que o animal mantenha o check-up atualizado, onde o veterinário consegue detectar essas alterações de forma precoce, encaminhar ao cardiologista no momento adequado e realizar os exames preventivos, como ecocardiograma, eletrocardiograma e pressão arterial, para que a gente consiga detectar essas alterações antes que esses pacientes tenham sintomas. Fazendo assim, a gente aumenta a expectativa e também a qualidade de vida desses animais”, finaliza Denise.

Mais noticias

Senac abre 2,8 mil vagas em cursos técnicos EAD gratuitos para pessoas com renda de até dois salários mínimos

Jantar de sexta-feira: aprenda a fazer lasanha de salmão com molho branco

Disney+ em novembro de 2026: confira 5 novidades do catálogo

Veja Também