Veterinário destaca cuidados para prevenir a obesidade em pets
Rodrigo Abbud Breviglieri, médico-veterinário, explica como a alimentação interfere no peso dos pets e destaca a importância do acompanhamento profissional
29/09/2026 16h15, Atualizado há 18 horas
Veterinário recomenda controlar a oferta de petiscos e estimular a prática de exercícios | Foto: Reprodução/Freepik
O excesso de petiscos, a oferta de comida caseira sem acompanhamento veterinário e a falta de atividade física podem favorecer o ganho de peso de cães e gatos e levar ao sobrepeso e à obesidade. A condição pode aumentar o risco de problemas articulares, respiratórios e contribuir para o desenvolvimento de doenças, conforme alerta o médico-veterinário Rodrigo Abbud Breviglieri.
“No geral, a obesidade dos pets não é muito diferente do que acontece com os seres humanos. Um dos principais métodos de avaliação utilizados para saber se o animal está acima do peso é o escore corporal. Em um animal que está no peso ideal, é possível sentir as costelas e observar a cintura. Quando fica mais difícil apalpar as costelas e, olhando o animal de cima, não é possível identificar a cintura, já há um acúmulo de gordura abdominal. Nesse caso, ele pode estar com sobrepeso ou obesidade”, afirma o profissional.

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Uma pesquisa realizada pela Royal Canin em julho de 2025 aponta que 94,8% dos veterinários notaram um aumento significativo nos casos de obesidade em pets nos últimos anos. Além disso, 58% observaram que esse número cresceu ainda mais desde a pandemia da COVID-19. O levantamento ouviu 250 profissionais da área.
Entre os fatores relacionados ao ganho de peso está a alimentação. Segundo Breviglieri, muitas pessoas optam por oferecer uma dieta caseira ao animal, mas é preciso cuidado pois alguns alimentos podem ser tóxicos para cães e gatos, como a cebola e o alho, e não podem ser consumidos. “Hoje em dia, tem muita gente que quer oferecer uma alimentação natural. É interessante, desde que isso seja acompanhado por um veterinário nutrólogo ou nutricionista para balancear a dieta direitinho e atender às exigências que cada animal precisa”, destaca.
Em relação à ração, o veterinário ressalta que é preciso se atentar na qualidade e na quantidade oferecida. Fatores como doenças hormonais, a idade e a genética do animal também podem impactar no ganho de peso, assim como a castração. “É importante reavaliar a oferta de alimento pós-castração. Existem rações para essa finalidade, para animais que são castrados, que vão tentar já reduzir a quantidade de calorias na dieta”, explica o veterinário.
Entre os problemas associadas à obesidade nos animais estão doenças articulares, como alterações na coluna, dificuldade respiratória, além de impactar na expectativa de vida. A obesidade também pode aumentar o risco de diabetes e outras doenças hormonais, conforme alerta Breviglieri.
Como medidas preventivas, o veterinário recomenda controlar a oferta de petiscos e estimular a prática de exercícios, como caminhadas para cães e atividades de enriquecimento ambiental com brinquedos para gatos. Breviglieri também destaca a importância das consultas veterinárias para orientar a escolha de uma ração adequada, definir a quantidade ideal para cada animal e elaborar uma dieta balanceada caso o tutor decida oferecer a alimentação natural.
Em relação aos animais que já têm sobrepeso ou obesidade, a orientação é que o processo de emagrecimento seja acompanhado por um profissional para que o cão ou gato perca peso de forma saudável e o veterinário possa identificar a causa da condição. Breviglieri também destaca que é importante a participação de toda a família do pet durante esse processo, não ofertando petiscos fora da dieta e promovendo a realização de atividades físicas.
“É reduzir, balancear a dieta e promover atividade física, além de acompanhar regularmente o peso, se está perdendo ali de forma adequada, a ideia não é perder muito peso rápido. É devagarinho, perdendo aos poucos, de forma saudável, acompanhando o escore corporal, até chegar na meta estabelecida”, finaliza o profissional.
