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Mogiana de 17 anos aprovada em 6 universidades conta rotina: ’10 horas de estudo por dia’

Luna Lemes conta que conciliava as aulas do ensino médio regular com os conteúdos ministrados no cursinho pré-vestibular

Por Fábio Pereira
03/02/2026 18h33, Atualizado há 2 meses

Luna Lemes | Reprodução

A mogiana Luna Lemes, de 17 anos, conquistou o acesso ao ensino superior após um longo período de estudos. Moradora de Mogi das Cruzes, no bairro Vila Lavínia, a jovem conta que manteve uma rotina de até 10 horas diárias de estudo ao longo de 2025, até alcançar a aprovação no curso de Ciências Econômicas da Universidade de São Paulo (USP), no campus Butantã, na capital paulista.

A jovem afirma que, por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), obteve aprovação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na Universidade Estadual Paulista (Unesp) e na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), além de ter sido aprovada na Faculdade Getúlio Vargas (FGV) e no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC) pelos vestibulares próprios dessas instituições.

Ela também destaca que foi aprovada na Universidade de São Paulo (USP), no campus de Piracicaba, por meio do Provão Paulista.

“Neste ano, eu fiz cursinho [pré-vestibular] nos períodos da tarde e da noite, além de concluir, em paralelo, o terceiro ano do Ensino Médio pela manhã. Além das aulas regulares, realizei simulados e redações semanalmente”, conta a estudante.

“Esta foi a primeira vez que prestei oficialmente o [Enem]. Também fiz as provas dos anos de 2022, 2023 e 2024 como ‘treineira’, para ganhar experiência”, complementa.

A rotina

No terceiro ano do Ensino Médio, a jovem relata que estudava todos os dias, das 7h30 às 12h50. Após a liberação da escola regular, ela almoçava e seguia para o cursinho [pré-vestibular]. No local, a estudante iniciava as aulas sempre às 16h30, mas, antes disso, revisava outros conteúdos e realizava exercícios e provas antigas.

“Das 16h30 às 21h20, eu assistia às aulas do cursinho, tirava dúvidas e realizava exercícios com os professores. Depois da saída, chegava à minha casa às 21h30, para jantar com a minha família. Aos sábados, fazia simulados no cursinho e, aos domingos, estudava a matéria da semana juntamente com a revisão geral”, detalhou Luna.

“Não houve um tempo fixo para tudo. Em alguns dias, conseguia estudar mais; em outros, menos. Quando sentia que estava muito cansada, não forçava, tirava um tempo para repor as energias e absorver melhor os conteúdos”, relata.

Com a conquista, a jovem destaca a boa recepção dos parentes após as aprovações: “Minha mãe ficou imensamente feliz. Minha família, como um todo, ficou alegre e orgulhosa”, afirma. “Foi um período [de estudo] muito difícil para nós”, finaliza Luna.

Desempenho

A estudante também se destacou pelo excelente desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com ênfase na prova de redação, na qual alcançou 940 pontos, uma das notas mais altas do exame. Nas demais áreas, a aluna obteve 695,7 pontos em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, 714,1 em Ciências Humanas e suas Tecnologias e 774,4 em Ciências da Natureza e suas Tecnologias.

Notas de Luna após o Enem de 2025 | Reprodução
Notas de Luna após o Enem de 2025 | Reprodução

A professora Mônica Arouca, responsável pela condução de Luna nesse processo de estudo, explica que os trabalhos funcionam a partir de dois formatos de curso: o sistema Poliedro, voltado ao pré-vestibular, e um curso intensivo exclusivo de redação, ambos ministrados por ela. 

Segundo a docente, as aulas são estruturadas com foco na produção de texto, gramática aplicada, interpretação textual e construção de repertório sociocultural, abrangendo áreas como Ciências Humanas, Ciências Biológicas, cinema, arte e literatura.

De acordo com Mônica, os alunos desenvolvem as redações a partir do método MAVE, criado por ela em 2004. 

O método consiste na leitura do texto com poucas marcações escritas, acompanhada de um áudio personalizado para cada aluno, no qual são explicados os acertos, os erros e as sugestões de melhoria. 

Nesse processo, os professores do comitê de correção indicam filmes, livros e outros repertórios socioculturais, considerados fundamentais para o desempenho na redação. 

A docente ressalta ainda que o ensino de redação não se limita à Língua Portuguesa, mas envolve conhecimentos de diferentes áreas, com o objetivo de ampliar o repertório geral do estudante e permitir a aplicação desses conteúdos na produção textual. 

As aulas contam com acompanhamento individualizado, encontros semanais e, sempre que possível, o mesmo professor e corretor acompanham o aluno ao longo de todo o ano letivo. 

“Em alguns casos, há a participação de um segundo ou até terceiro professor, quando necessário, para garantir uma avaliação mais precisa”, destaca a professora.

Sobre o desempenho de Luna , Mônica afirma que a aluna se destacou ao longo do ano, demonstrando dedicação e interesse, o que possibilitou o contato com novos filmes, livros e autores, sob a orientação dos professores da área de Ciências Humanas.

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