Diário Logo

O Diário Logo

Entrada dos Palmitos de 2024 é celebrada por cerca de 50 mil pessoas

Participantes, vestidos em trajes típicos, carregavam bandeiras coloridas, cartazes e palmitos - simbolizando a fartura e a renovação espiritual

18 de maio de 2024

Congadas abrilhantaram o cortejo no Cetro da cidade | Vitor Gianluca

Reportagem de: O Diário

Produzido por Fabio Pereira e Vitor Gianluca

A tradicional Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes, que celebra suas raízes religiosas, ganhou um brilho especial na manhã deste sábado (18) com o cortejo da “Entrada dos Palmitos”. Considerado um dos pontos altos da festividade, a iniciativa reuniu milhares de devotos e munícipes para celebrar a fé, a devoção e a cultura local, no Centro da cidade. 

Logo nas primeiras horas da manhã, o som dos trombones, trompetes e tambores já anunciavam o início da procissão para, posteriormente, tomar conta das ruas. Os participantes, vestidos em trajes típicos, carregavam bandeiras coloridas, cartazes e palmitos – simbolizando a fartura e a renovação espiritual. 

O evento, que remonta aos tempos coloniais, é a mais antiga celebração religiosa do Alto Tietê. Além disso, a “Entrada dos Palmitos” representa a entrada dos festeiros que, na tradição rural, traziam frutos para oferecer ao Divino Espírito Santo e, desta forma, agradeciam pela colheita e pediam bênçãos no próximo ciclo.

Bandeira representa os sete dos do Divino: : sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus | Fabio Pereira - O Diário
Bandeira representa os sete dons do Divino Espírito Santo | Fabio Pereira – O Diário

Em entrevista para a equipe de O Diário, o presidente da Associação Pró-Festa do Divino Espírito Santo, Marcelo Braz, explica a tradição do “Afogadão do Povo”, que foi servido gratuitamente após o cortejo. 

“Tradicionalmente falando, é o prato que a cidade servia para quem vinha da zona rural, normalmente trazendo palmito, daí o nome do evento: ‘A Entrada dos Palmitos’, alimento abundante na Serra do Itapeti, situada na Mata Atlântica”, comenta.

“O pessoal trazia o palmito da roça e, posteriormente, era recepcionado com o afogado, prato com caldo de carne, batata e bastante sustância. Antigamente, nas raízes, a Festa de Pentecostes ocorria apenas aos finais de semana“,  finaliza Marcelo. 

Cortejo

O cortejo foi iniciado na manhã ensolarada, em frente à capela de Santa Cruz, na rua Doutor Ricardo Vilela, às 9h. Seguindo para a rua Doutor Deodato Wertheimer, Doutor Paulo Frontin até o destino final, na Catedral de Santana, a Igreja Matriz, como é conhecida pelos munícipes.

A tradicional celebração contou com a presença do bispo diocesano da cidade Dom Pedro Luiz Stringhini, membros da igreja católica, da comissão organizadora da Festa do Divino Espírito Santo, da prefeitura municipal, incluindo o atual prefeito Caio Cunha (PODE) e milhares de munícipes devotos.

O tema deste ano foi “Divino Espírito Santo, derramai em nossos corações o dom da Misericórdia”. Os festeiros foram formados pelo casal Eduardo Ferreira Rego e Milena da Costa Freire Rego e os capitães-de-mastro são Wagner Baptista Santos e Ludmyla de Oliveira Baptista Santos. Cerca de 50 mil pessoas estiveram presentes na Entrada dos Palmitos de 2024.

Cavaleiros e Congada 

Outra parte interessante da celebração foi o Desfile dos Cavaleiros que, montados em seus animais, cuidadosamente adornados com flores, fitas e outros enfeites, mostravam-se orgulhosos de participar desta tradição centenária.

Por sua vez, a Congada chamou a atenção do público local. Formado por pessoas de todas as idades, as congadas tocavam músicas com elementos musicais afro-brasileiros, católicos e indígenas. O grupo formado pela Congada de São Benedito Coração de César de Souza, Congada de Santa Efigênia Jardim Santa Tereza Mogi das Cruzes, Congada de São Benedito Bairro Santo Ângelo, Congada do Divino Espírito Santo, dentre outras, apresentou danças, músicas, cantos e encenações teatrais que celebram a coroação dos reis de Congo.

Congada é a forma de reverenciar figuras históricas e religiosas | Fabio Pereira – O Diário
Veja Também