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Festa do Divino poderá se tornar patrimônio imaterial do Brasil

Evento para assinatura do requerimento ocorreu durante a noite desta sexta-feira (26/04); documento será encaminhado para análise do IPHAN, em Brasília

26 de abril de 2024

Momento em que o bispo diocesano Dom Pedro Luiz Stringhini assina o requerimento para reconhecer a Festa do Divino como patrimônio imaterial do Brasil | Fabio Pereira - O Diário

Reportagem de: Fabio Pereira

A Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes deu, nesta sexta-feira (26/04), mais um passo para ser reconhecida como bem cultural do patrimônio imaterial do Brasil. O avanço ocorreu devido ao bispo diocesano, Dom Pedro Luiz Stringhini, e ao presidente da Associação Pró-Festa do Divino, Marcelo Braz, assinarem o requerimento do projeto. Ao longo da solenidade, também estiveram presentes o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP), Marco Bertaiolli, e o prefeito da cidade, Caio Cunha.

Agora, o documento será encaminhado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), situado em Brasília, local em que seguirão os trâmites legais para início do processo. A equipe de reportagem de O Diário entrou em contato recentemente com a advogada Patrícia Cesare que, na ocasião, explicou sobre os impactos da proposta para tornar a festa um patrimônio.

“Ainda que algumas mudanças ocorram com o avanço tecnológico, o reconhecimento como patrimônio histórico protege a essência da Festa do Divino, como suas tradições e receitas, por exemplo, que não poderão ser modificadas” relata.

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Cesare, que também esteve presente no evento de hoje, destacou sua a expectativa para as próximas etapas.

“Fico feliz, espero que a gente consiga ter o desfecho que a festa merece. Afinal de contas, falamos de uma história de 411 anos. Trabalharemos para que, antes da aposentadoria do bispo, o evento seja reconhecido como patrimônio cultural do Brasil”, comenta Patrícia.

Reconhecimento

De acordo com o bispo Dom Pedro, a noite foi marcada por um importante passo, de modo em que, as assinaturas colhidas hoje, sejam entregues para análise do IPHAN, em Brasília, no dia 14 de maio.

“Concluímos hoje a assinatura de um documento que será entregue ao IPHAN – órgão nacional do patrimônio histórico e artístico -, para que a nossa festa seja reconhecida como um patrimônio imaterial e nacional. Esta iniciativa teve um longo trabalho até chegar em sua documentação e, agora, também é um longo trabalho até o reconhecimento”, afirmou.
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