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Acabou em divórcio

Mas o divórcio acabou gerando desgaste, tanto que essa semana a vice Yamagami postou nas redes que foi impedida de acessar seu gabinete

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21/04/2024 11h30, Atualizado há 24 meses

Caio Cunha e Priscila | Reprodução

Mogi das Cruzes é uma cidade importante e conta com uma expressão significativa no conjunto dos municípios que formam a região do Alto Tietê. A Cidade alavanca carreiras políticas e bem por isso a disputa para ocupar o cargo de prefeito é sempre tão acirrada.

Por muitos anos um determinado grupo político esteve na crista da onda e comandou o município, com prefeitos reeleitos formando sucessores, mas isso teve uma interrupção na eleição passada, quando Caio Cunha (Podemos) assumiu a chefia do Executivo juntamente com sua vice-prefeita, Priscila Yamagami (PP).

Eleitos, Prefeito e sua vice passaram a adotar um tratamento que nunca soou muito firme, isto é, o Prefeito dizendo que governaria tendo a seu lado uma “co-prefeita”. Ora, alguém já viu um político gostar de dividir microfones e holofotes? Acaso quem governa gosta de dividir o poder? Evidente que não.

E não é que o grupo do atual prefeito rachou! Sim, pois em entrevista concedida a sua vice confirmou que estava se afastando do grupo antes eleito para seguir novos caminhos.

Mas o divórcio acabou gerando desgaste, tanto que essa semana a vice Yamagami postou nas redes sociais que foi impedida de acessar seu gabinete na sede da Prefeitura.  Sem contar a exoneração de seus assessores. Como assim?

Parece aquela história de separação de um casal onde quem manifesta a vontade de ir embora já sai perdendo as chaves de casa no ato.

O bordão “co-prefeita”, portanto, não durou, e tinha tudo para não dar certo, pois simultaneidade de exercício de poder, no campo político, não dá certo.

Ao que temos, a vice-prefeita era atuante, ao menos dentro de um modelo concebido antes das eleições, porém, não vingou.  As razões exatas de tudo isso, talvez um dia saibamos, mas o fato é que Mogi das Cruzes perde com essa disputa e justamente em ano eleitoral, ou ainda, razoável pensar também, acaba ganhando por conta do rompimento político mostrar contornos de obscuridades no atual mandato que se encerra.

“Impedir a vice-prefeita de trabalhar é um desserviço para a Cidade”

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