O segundo turno da eleição para presidente da República tem dois candidatos em verdadeira bola dividida | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O segundo turno da eleição para presidente da República tem dois candidatos em verdadeira bola dividida, medindo os riscos e buscando os votos que faltam para superar o empate em que se encontram nas intenções de voto, segundo as últimas pesquisas eleitorais divulgadas.
Uma campanha eleitoral pobre em propostas e cheia de ataques à moral e à honestidade de cada lado. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) enfrentaram-se nos palanques com acusações mútuas e tentativas de minar a credibilidade do adversário, recorrendo a acusações de corrupção e à falta de capacidade do oponente para governar.
O Brasil, ainda segundo as pesquisas de intenção de voto, é um país dividido porque não tivemos debates propositivos, estruturados para falar de economia, queda de juros, redução da tributação, saúde em primeiro plano e segurança pública.
A polarização deu o tom de muitos discursos e abriu espaço, como esperado, para discussões entre amigos, sempre havendo quem não enxergue a pobreza da política como um todo. Não falamos de santos, mas não sejamos ingênuos em relação ao passado de cada um deles.
O uso de programas sociais para crescer nas intenções de voto e a adesão a pautas de última hora, como o fim da jornada 6×1, serviram para mostrar que a disputa maior é pelo poder, e não pelo Brasil. A redução dos gastos públicos e a forma de fazer cortes nos investimentos sem afetar áreas básicas também não ficaram claras. Sem falar no vazio sobre as relações internacionais.
Chegamos ao dia “D” com a sensação de que o rescaldo na segunda-feira, para um dos candidatos, poderá significar a manutenção da democracia ou a quebra desta. Chega de tanto STF e conchavos de “amigos” milionários. Queremos um país livre e próspero para todos.
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