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Conflito entre carros e pedestres no centro de Mogi

Cidades procuram organizar a mobilidade urbana de maneira que os veículos e também pedestres possam circular de modo ágil e seguro

6 de julho de 2024

Centro de Mogi das Cruzes | Maiara Barbosa/g1

Reportagem de:

As cidades de um modo em geral procuram organizar a mobilidade urbana de maneira que os veículos particulares, coletivos, de serviço e também os pedestres possam circular de modo ágil e seguro. 

Destaco nesse meio as motos de entrega rápida, muitas delas circulando em alta velocidade, e o que é de fácil visualização por qualquer um, cometendo infrações de trânsito por não respeitarem sinalização, mão de direção e preferenciais, mas que é um capítulo à parte e precisa de fiscalização.

O trânsito tem seus horários de pico e obviamente seus problemas não surgem da noite para o dia, salvo quando há intervenção das prefeituras que alteram as vias e provocam bagunça por falta de estudo adequado e planejamento.

Mogi das Cruzes é uma cidade com traçado antigo na sua área central, tendo sido adotada, anos atrás, uma organização para privilegiar o pedestre no entorno do Mercado Municipal e ruas adjacentes.

Ocorre que na queda de braço com o comércio local, deu-se permissão de estacionamento e circulação de veículos em ruas antes proibidas, o que vem causando situações perigosas.

O exemplo mais claro na Cidade é a rua Paulo Frontin, onde as pessoas antes acostumadas a circular pela via despreocupadas e olhando vitrines, agora são tomadas de surpresa com carros disputando espaço e avançando sobre elas.

Será mesmo que a permissão de circulação de veículos nesta tradicional rua do comércio central de Mogi de fato ajuda a elevar as vendas? As vagas de estacionamento de fato atendem aos consumidores?

Recentemente prestigiando aquela região de compras pude constatar a confusão e o conflito entre carros e pedestres e, para piorar, comerciante da rua estacionando seu carrão na porta da sua loja. Mas a vaga não é para consumidores?

Bem, aparentemente sem agentes de trânsito para organizar o fluxo viário no local (não vi nenhum quando estive por lá num sábado), esse conflito entre carros e pedestres uma hora não acabará bem.    É preciso atenção naquele pedaço. 

Laerte Silva – Contabilista e Advogado  

“Carros e pedestres disputam espaço na Paulo Frontin”

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