‘Gilead’
A série o "Conto da Aia" narra uma ficção onde os Estados Unidos foram tomados por um golpe e, no seu lugar, surgiu a República de Gilead
17/08/2026 10h27, Atualizado há 1 hora
O Conto de Aia ("The Handmaid's Tale", no título original) | Reprodução/Netflix

A série o “Conto da Aia” narra uma ficção onde os Estados Unidos foram tomados por um golpe e, no seu lugar, surgiu a República de Gilead. A série se passa em uma época de crise global de infertilidade, onde um regime militarizado toma conta de tudo sob o pretexto de um comando teocrático e onde as mulheres não têm direitos.
Castigos e mortes são impingidos sob o manto religioso, expondo uma hipocrisia de comportamentos de seus comandantes, autoridades que mutilam quem possa praticar a leitura e não está dentro da elite governista.
Parece loucura, mas não muito distante da realidade imposta pelo Talibã, um regime fundamentalista do Afeganistão, ou ainda, do Irã, onde uma mulher (Mahsa Amini) foi morta pela polícia moral por conta de sua vestimenta.
Esta introdução serve para expor do que o extremismo é capaz e o que ele pode provocar quando a ideologia política incorpora uma verdade fatal sobre opositores e quem pensa diferente, que acabam pagando o preço por divergir de um governo.
Não é tolice. Em ano eleitoral, especialmente, podemos observar desde bravatas sem sentido até o mais puro suco do extremismo, que se agarra em ideologias pregadas na maior cara de pau como solução para os problemas sociais.
A democracia é constantemente ameaçada com as posturas “Gilead” mundo afora, onde o poder grita mais alto para conquistar territórios e perpetuação de gestões pelo terror que difundem.
Brevemente iremos às urnas e escolheremos nosso comandante. Devemos separar a ficção da realidade e analisar bem cada candidato para decidir quem queremos dirigindo nosso país. Queremos muitas coisas, principalmente segurança e prosperidade sem a corrupção que joga o dinheiro dos tributos no ralo. Queremos um Brasil forte, não uma “Gilead”.
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