Flávio Bolsonaro e Donald Trump ⎪Foto: Reprodução/X Eduardo Bolsonaro

Uma verdadeira sopa de letras é o que temos em nosso Brasil. PT, IPVA, CV, PL, DARF, PCC, INSS, IR, e por aí vai.
E no cipoal de um debate político raso, as facções criminosas comando vermelho (cv) e primeiro comando da capital (pcc) – minúsculo mesmo – estão no centro do palanque eleitoral.
Sim, a pedido do pré-candidato Flavio Bolsonaro (PL-RJ) os EUA (olha a sopa de letras) classificaram as organizações criminosas como terroristas. Cultura da guerra. Mas, o debate a ser feito é sobre os efeitos que o Brasil terá com isso, afinal, a insegurança nas ruas – que é de atribuição dos governos estaduais – continuará com assaltos, vidros de carros quebrados e mortes para surrupiar celulares.
Uma pressão política por enquanto. Quem não quer mais segurança? Mas, vamos pensar: quantos governantes passaram pelo Rio de Janeiro, origem do “cv”, e por São Paulo, origem do “pcc”, e quantos ainda presidiram o Brasil nas últimas décadas, sem mudar nada nesse quadro, a não ser vermos a luta de policiais abnegados e promotores e juízes competentes e esforçados em acabar com as facções que tomaram corpo de uma forma a entrar até no mercado financeiro?
As chamadas facções não começaram ontem a se organizar para a prática de crimes, e o combate vai além de um rótulo de marketing político. Então, na sopa de letras do brasileiro, ficaremos aguardando o que sairá desse caldo americano, com uma pitada de palanque.
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