Bebê com cardiopatia congênita recebe alta em Mogi das Cruzes após 5 meses de internação
De acordo com a mãe, Larissa de Oliveira Lauro, ainda será necessária uma segunda cirurgia para correção definitiva da cardiopatia, prevista para ocorrer entre oito meses e um ano
15/12/2025 17h29, Atualizado há 4 meses
Ayla recebeu alta no dia 10 de dezembro | Divulgação
A recém-nascida Ayla Vallentina Oliveira recebeu alta médica na quarta-feira da semana passada (10/12), após permanecer internada por quase cinco meses na Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes. A bebê foi diagnosticada com cardiopatia congênita poucas horas após o nascimento e passou por cirurgia cardíaca em São Paulo após determinação judicial.
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Ayla nasceu em 17 de julho, com 39 semanas de gestação e 3,32 quilos. Durante o teste do pezinho, apresentou hipotermia e coloração arroxeada da pele, sendo encaminhada para cuidados intermediários. Na sequência, sofreu convulsão e parada cardíaca. Exames apontaram cardiopatia congênita com indicação de cirurgia de urgência.
Como a Santa Casa não realiza o procedimento, a recém-nascida foi inserida no Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo (Siresp), antigo Cross, para transferência a uma unidade especializada. Após quase um mês de espera por vaga, a família recorreu à Justiça, que concedeu liminar determinando a transferência.
A bebê foi encaminhada ao Hospital Dante Pazzanese, na capital paulista, em 20 de agosto, onde passou por procedimentos para tratamento da interrupção do arco aórtico, incluindo a colocação de stent no canal arterial. O atendimento ocorreu pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Em 3 de setembro, Ayla retornou à Santa Casa de Mogi das Cruzes para acompanhamento pós-operatório intensivo. Em 3 de novembro, foi submetida a uma traqueostomia. Segundo a enfermeira Sandra Aparecida da Silva Soares, coordenadora da UTI Neonatal da instituição, a alta foi concedida após evolução clínica estável.
De acordo com a mãe, Larissa de Oliveira Lauro, ainda será necessária uma segunda cirurgia para correção definitiva da cardiopatia, prevista para ocorrer entre oito meses e um ano. A criança seguirá em acompanhamento ambulatorial especializado.
Larissa mora em César de Souza com o marido Cristiano Ferreira da Silva Júnior e a filha Alice, de 3 anos. O pré-natal foi realizado na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Suíssa. Não há registro de histórico familiar de cardiopatia.