Cirurgia na Santa Casa de Mogi das Cruzes corrige anomalia rara em recém-nascida
Uma bebê que nasceu com gastrosquise – defeito congênito em que a criança nasce com uma abertura na parede abdominal perto do umbigo – foi salva após a realização de uma cirurgia na Santa Casa de Misericórdia
22/09/2025 16h52, Atualizado há 6 meses
Cirurgia na Santa Casa de Mogi | Divulgação
Uma bebê que nasceu com gastrosquise – defeito congênito em que a criança nasce com uma abertura na parede abdominal perto do umbigo – foi salva após a realização de uma cirurgia na Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes na terça-feira da semana passada (16/9).
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O procedimento mobilizou a equipe padrão ouro da Santa Casa para atuação simultânea em duas salas cirúrgicas: em uma delas, a mãe, de 18 anos, foi submetida à cesariana, com 34 semanas de gestação; na outra, o cirurgião pediatra e urologista Kleber Sayeg conduziu a intervenção cirúrgica para recolocar os órgãos na cavidade abdominal da criança.
“Tudo correu bem. Foi um trabalho de excelência, graças à equipe altamente gabaritada da Santa Casa que aceitou fazer o procedimento”, observou Sayeg, ao relatar que o atendimento foi realizado via Sistema Único de Saúde (SUS). A paciente se sentiu mal no dia anterior, segunda-feira, e procurou a filantrópica mogiana. No local, após a execução de ultrassom, a anomalia no feto foi confirmada.
Durante a cirurgia, foram mobilizados dois ginecologistas e obstetras, dois cirurgiões pediátricos, dois anestesistas (um deles pediátrico, com experiência em crianças com menos de 1,7 quilo), um neonatologista e duas enfermeiras especializadas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal.
Um fisioterapeuta também deu suporte à remoção do bebê para o centro cirúrgico e monitorou o tempo do procedimento em que a criança teve de ficar sob ventilação pulmonar, além de enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem.
Segundo o médico, a cesárea ocorreu no momento exato para evitar complicações à paciente e à criança. Após o nascimento, a bebê foi submetida à intubação orotraqueal e anestesia para passar pela cirurgia de recolocação dos órgãos na cavidade abdominal. Sayeg explica que a área da fenda no abdômen foi transformada em umbigo.
“Houve também todo cuidado estético para perfeição. Ela não terá qualquer cicatriz”, informou Sayeg. O procedimento cirúrgico da recém-nascida levou cerca de 50 minutos.
Menos de 24 horas após o procedimento, a criança já havia sido retirada da respiração artificial e não precisava mais do Curare, um relaxante muscular usado para impedir o desconforto causado pela acomodação dos órgãos na cavidade abdominal.
A pequena já recebeu alta da correção cirúrgica, mas permanecerá na UTI Neonatal da instituição até ganhar peso suficiente para poder ir para casa, considerando que nasceu prematuramente.