Mogi das Cruzes zera fila para 1° atendimento odontológico na rede municipal
Processo para redução da fila de espera consistiu em classificar os pacientes pelo grau de urgência e combater o absenteísmo na rede municipal
12/11/2025 13h42, Atualizado há 27 dias
Prefeitura disse que a demanda reprimida por atendimento odontológico foi zerada em novembro | Divulgação/PMMC
A rede municipal de Saúde de Mogi das Cruzes atingiu, pela primeira vez, uma marca histórica: zerou a fila de pacientes que aguardavam pela primeira consulta odontológica. A informação foi divulgada pela prefeitura da cidade nesta quarta-feira (12).
Nesta terça-feira (11), segundo a administração municipal, as pessoas que ligaram para o SIS 160 já conseguiram agendar o atendimento ainda para esta semana. O tempo atual de espera é de até 10 dias, que varia dependendo da unidade e da urgência, com atendimentos podendo ser realizados ainda no mesmo dia.
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No início de janeiro de 2025, havia 5.800 pacientes aguardando a primeira consulta odontológica e o tempo médio de espera era de 124 dias. Em agosto, o número de pessoas na fila havia caído para 913, uma redução de 84,26%. Agora, em novembro, toda a demanda reprimida foi atendida.
Após triagem e primeira consulta de odontologia, atualmente 140 pacientes aguardam para continuidade do tratamento.
O processo para reduzir essa fila, ainda de acordo com a prefeitura de Mogi, consistiu em classificar os pacientes de acordo com o grau de urgência — se apresentavam cárie, abscesso ou se necessitavam apenas de limpeza. Após essa etapa, a lista foi enviada à equipe do Sistema Integrado de Saúde (SIS) 160, que passou a entrar em contato conforme a necessidade de cada caso.
“Atender a toda a demanda reprimida para primeira consulta odontológica é garantir que cada paciente tenha acesso ao cuidado que precisa no momento certo. É assim que fortalecemos a saúde pública e melhoramos a qualidade de vida das pessoas”, afirmou a secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi.
Outra medida importante foi o combate ao absenteísmo, que chegava a 27% até setembro e subiu para 35% em outubro. Para reduzir o impacto das faltas e garantir o melhor aproveitamento da agenda, foi utilizada a capacidade máxima de atendimentos de cada dentista, dentro do período de trabalho.
Além disso, o serviço de raio-X odontológico foi expandido. Até agosto, era oferecido apenas na UBS Alto do Ipiranga e havia 100 pacientes na fila de espera. Hoje, o número caiu para 9 e o exame passou a ser realizado também nas UBSs Botujuru, Biritiba Ussú, Jardim Piatã, Nova Jundiapeba e Vila Nova União.
“A ação [do programa Pró-Odonto] integra o Plano de Governo da prefeita por uma cidade com mais saúde, cuidado e respeito com o cidadão mogiano. A exemplo da odontologia, estamos atendendo a demanda reprimida dos últimos anos em outras áreas médicas, mostrando o compromisso desta gestão com o cidadão”, apontou prefeito em exercício, Téo Cusatis (PSD).