Mudanças simples na alimentação podem reduzir o risco de doenças crônicas
Especialista do Centro Universitário Braz Cubas explica erros comuns e sinais do corpo que indicam desequilíbrios na alimentação
14/04/2026 12h24, Atualizado há 1 mês
A alimentação pode ser uma poderosa aliada no equilíbrio da saúde física, mental e emocional | Foto: Reprodução/Freepik
A adoção de hábitos alimentares mais equilibrados tem impacto direto na prevenção de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e obesidade. Segundo especialistas, não é necessário recorrer a dietas restritivas para obter benefícios à saúde – mudanças simples na rotina já são suficientes para melhorar a qualidade de vida.
De acordo com Sara Priscila Barbosa, coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário Braz Cubas, o organismo responde rapidamente a ajustes alimentares, uma vez que a alimentação influencia diretamente processos como inflamação, controle da glicose, pressão arterial e níveis de colesterol.
Nesse sentido, a redução do consumo de alimentos ultraprocessados e o aumento da ingestão de fibras – presentes em frutas, verduras e grãos integrais – contribuem para melhorar a sensibilidade à insulina, reduzir inflamações e auxiliar no controle do peso.
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Na prática, mudanças simples já fazem diferença. A substituição de bebidas açucaradas por água ou chás sem açúcar, a troca de alimentos refinados por versões integrais, a redução do consumo de frituras e a inclusão de legumes e verduras nas principais refeições são exemplos de hábitos acessíveis que impactam diretamente a saúde metabólica.
Apesar disso, a docente ressalta que muitas pessoas ainda cometem equívocos ao tentar adotar uma alimentação mais saudável.
“Entre os equívocos mais comuns estão a adoção de dietas muito restritivas, o consumo excessivo de produtos industrializados com apelo ‘fit’ e a tentativa de excluir completamente determinados alimentos, o que pode gerar frustração e dificultar a manutenção dos hábitos ao longo do tempo. O equilíbrio e a moderação são fundamentais para uma alimentação sustentável a longo prazo”, explica.
A rotina corrida também é apontada como um desafio para a manutenção de bons hábitos alimentares. A falta de planejamento pode levar ao consumo frequente de alimentos ultraprocessados e refeições rápidas, geralmente mais calóricas e menos nutritivas. Diante desse cenário, estratégias como organizar refeições com antecedência, manter opções práticas em casa e carregar lanches saudáveis ao longo do dia podem contribuir para escolhas mais equilibradas.
A especialista alerta ainda que a alimentação é um fator determinante no desenvolvimento de doenças crônicas. “O consumo excessivo de açúcar e carboidratos refinados pode levar a picos de glicose e favorecer o desenvolvimento do diabetes tipo 2. Já o excesso de sódio e alimentos industrializados está associado ao aumento da pressão arterial, enquanto dietas pobres em fibras e ricas em calorias favorecem o ganho de peso e a obesidade”, afirma Sara.
Além disso, o corpo costuma apresentar sinais de que a alimentação precisa ser ajustada. Cansaço constante, alterações no sono, problemas intestinais, dores de cabeça frequentes, fome excessiva – especialmente por doces – e oscilações de humor estão entre os principais indícios de desequilíbrio.
A identificação desses sinais, aliada à adoção de hábitos alimentares mais equilibrados, pode contribuir para a prevenção de doenças crônicas e para a melhora dos indicadores de saúde ao longo do tempo.