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O que muda com a gestão do Hospital Oswaldo Cruz na maternidade de Mogi das Cruzes? Entenda

Maternidade chega com a proposta de levar à rede pública práticas já consolidadas na saúde privada; inauguração acontece neste sábado (9)

Por Ana Lívia Terribille
08/05/2026 08h35, Atualizado há 0 horas

Prédio da Maternidade Municipal | Divulgação/PMMC

A poucos dias da inauguração, marcada para este sábado (9), a Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança Leila Caran Costa chega com a proposta de levar à rede pública práticas já consolidadas na saúde privada, com protocolos mais rígidos, qualificação técnica e foco na segurança do atendimento. A unidade é um dos projetos mais aguardados pela população mogiana.

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Administrada pelo Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz, que venceu o chamamento público da Prefeitura, a maternidade ficará sob gestão da entidade por um período de 36 meses.

Reconhecida internacionalmente, a instituição foi apontada como o terceiro melhor hospital do Brasil e um dos 105 melhores do mundo no ranking World’s Best Hospitals 2026, da revistaNewsweek em parceria com aStatista.

A escolha da entidade é vista pela administração municipal como um avanço no padrão de atendimento. A Prefeitura afirma ter a “convicção de que a maternidade mogiana terá um padrão de excelência no atendimento”, destacando ainda que o hospital é “um dos mais respeitados do mundo”.

Entre os principais impactos está a adoção de um modelo assistencial já consolidado. Segundo o próprio hospital, trata-se de um modelo com foco na segurança e no cuidado centrado e individualizado do paciente, o que tende a aumentar a proteção para mães e recém-nascidos e reduzir riscos durante o atendimento.

Em entrevista ao O Diário, o secretário-adjunto de Saúde, Dr. Luiz Bot, reforçou essa proposta. “O hospital está trazendo tudo o que faz de melhor no setor privado para a rede pública, aplicando qualificação, protocolos e expertise no SUS”, afirmou.

A proposta da unidade também prevê atendimento completo, desde o pré-natal até o pós-parto. De acordo com o Oswaldo Cruz, a maternidade irá realizar atendimentos de média e alta complexidade, incluindo acompanhamento de casos de pré-natal de alto risco e atendimentos de urgência e emergência obstétrica. A Prefeitura reforça que o serviço será completo e especializado, com foco em gestação, parto e pós-parto.

Outro eixo do projeto é a humanização do atendimento. O planejamento prevê um serviço cordial, eficiente e de alta qualidade. Na prática, isso inclui maior respeito às escolhas da gestante e acolhimento das famílias durante todo o processo.

A gestão também traz um modelo já aplicado em outras cidades. Em experiências anteriores, como em Santos, no litoral paulista, a atuação contribuiu para a redução significativa da mortalidade infantil e para a melhora dos indicadores de qualidade, segundo dados apresentados durante reunião com a Prefeitura.

Bot destacou que esse histórico foi determinante para a escolha da instituição. “O que chamou a nossa atenção foi que, quando eles chegaram em Santos, a mortalidade infantil somava mais de dez pontos. Hoje está em torno de cinco”, afirmou.

Segundo ele, a realidade de Mogi ainda preocupa, mas já apresenta melhora. “Quando assumimos, a taxa de mortalidade infantil estava em 12, o que incomoda muito, porque é um índice alto. No ano passado, conseguimos reduzir para 11 e, neste momento, estamos em nove. A nossa expectativa é continuar reduzindo cada vez mais”, disse.

O secretário também ressaltou que a expertise do hospital pode contribuir diretamente para esse avanço. “Eles têm experiência no cuidado com a mãe e com o feto, evitando complicações”, afirmou.

A maternidade será administrada por meio de uma Organização Social de Saúde (OSS), modelo que permite maior agilidade administrativa, contratação de equipes e gestão orientada por desempenho.

Quando estiver em pleno funcionamento, a unidade contará com estrutura voltada para atendimentos de média e alta complexidade. Serão 90 leitos, sendo 46 de alojamento conjunto (mãe e bebê), 20 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 24 de clínica cirúrgica, além de quatro salas cirúrgicas e pronto atendimento ginecológico-obstétrico. O espaço também contará com diagnóstico por imagem, Banco de Leite Humano e atendimento multidisciplinar.

Estrutura

O primeiro andar concentrará a parte administrativa e o ambulatório, onde as gestantes receberão acompanhamento completo, além das áreas de urgência e emergência e o Banco de Leite Humano.

No segundo andar ficará o centro de parto (PPP – pré-parto, parto e pós-parto), destinado aos partos normais. No mesmo nível estarão o centro cirúrgico e obstétrico, com quatro salas, que também atenderão cirurgias pediátricas, ginecológicas e obstétricas. O espaço contará ainda com a chamada “janela da vida”, que permitirá que familiares acompanhem o nascimento dos bebês.

O terceiro andar será destinado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Já o quarto e o quinto andares terão estrutura semelhante, com 24 leitos cada, além do método canguru, voltado ao cuidado de bebês que deixam a UTI, com acompanhamento conjunto da mãe e da criança.

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