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Prefeitura diz que 20% dos pacientes atendidos no Pró-Criança de Mogi são de outras cidades

Registros, segundo a prefeitura de Mogi, "reforçam a necessidade de ampliação do serviço nas demais cidades da região"

Por O Diário
30/06/2025 11h30, Atualizado há 11 meses

Na última semana, apenas 2 das 6 crianças atendidas no setor de Observação eram de Mogi | Divulgação/PMMC

Segundo um levantamento realizado pela Secretaria de Saúde da Prefeitura de Mogi das Cruzes, dos 5.604 pacientes atendidos no Pró-Criança entre os dias 1º e 24 de junho, 984 – cerca de 20% do total – têm endereço fora do município.

Os residentes em Mogi das Cruzes somam 4.620 pacientes, sendo os demais 984 divididos entre Suzano (296 crianças), Biritiba Mirim (244), Poá (94), Ferraz de Vasconcelos (88), Itaquaquecetuba (87) e Salesópolis (70). Além disso, outros 32 moram na Capital Paulista, 19 em Santa Isabel, 17 em Arujá, 15 em Guararema e os demais em outras cidades.

Ainda de acordo com o levantamento, no setor de Observação do Pró-Criança, a maioria dos pacientes era proveniente de outros municípios da região do Alto Tietê. O cenário é recorrente, principalmente em momentos de maior demanda, como no período atual de picos de doenças respiratórias. Na última segunda-feira (23), por exemplo, das seis crianças internadas, com idades entre 1 mês e 4 anos, quatro eram pacientes regulados pelo Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo (Siresp – antigo Cross), e moradores de fora da cidade – três de Suzano e um de Salesópolis. Apenas dois pacientes atendidos na data moram em Mogi das Cruzes. 

Os registros, segundo a prefeitura da cidade, “reforçam a necessidade de ampliação do serviço de atendimento pediátrico nas demais cidades da região, que em casos mais graves, procuram o Pró-Criança na tentativa de conseguir vaga de internação no Hospital Luzia de Pinho Melo“.

Em relação à demanda no Pró-Criança e à necessidade de ampliação do serviço na região, a Secretária Municipal de Saúde e Bem-Estar de Mogi das Cruzes, Rebeca Barufi, destacou a urgência do apoio do Governo do Estado para ampliar os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Luzia de Pinho Melo, referência para casos mais graves de todo o Alto Tietê e também de outras regiões.

“O aumento da procura por atendimentos pediátricos não é um fenômeno isolado de Mogi das Cruzes, mas sim um reflexo da situação de saúde de toda a região do Alto Tietê. A ampliação do número de leitos de UTI Pediátrica no Hospital Luzia de Pinho Melo é uma medida essencial para garantir um atendimento de qualidade para as crianças da cidade e dos municípios vizinhos. Pedimos ao Governo do Estado que atenda a essa necessidade urgente, que se reflete diretamente na vida das nossas crianças”, destaca Rebeca.

Outro ponto destacado pela coordenadora de Enfermagem do Pró-Criança, Tatiana Melo, é a falta de vagas de internação hospitalar: a maioria dos pacientes permanece na unidade em tempo superior ao ideal. “A unidade acaba funcionando como mini-internação, quando deveria ser um Pronto Atendimento. Os pais e responsáveis por crianças vindas de outras cidades avaliam que a assistência oferecida aqui é melhor e apresenta maior resolutividade do que nas suas cidades de origem. Além disso, muitos ficam na observação de 3 a 4 dias, até receberem alta, quando deveriam ficar no máximo 24 horas”, explica.

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