SUS inclui novo teste para rastreamento do câncer de intestino
Procedimento destina-se a pacientes assintomáticos, entre 50 e 75 anos
13/08/2026 18h41, Atualizado há 1 hora
Procedimento não se destina à investigação diagnóstica de indivíduos sintomáticos ou com suspeita clínica de câncer. | Foto: Jo Panuwat D/ Adobe Stock
O teste imunoquímico fecal (FIT, na sigla em inglês), que rastreia a presença de sangue oculto nas fezes, foi incluído na tabela e procedimentos disponíveis aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida começou a valer na última segunda-feira (10) e, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União, o exame será destinado exclusivamente ao rastreamento bienal do câncer de intestino em homens e mulheres assintomáticos, com idade entre 50 e 75 anos.
O texto reforça que o procedimento não se destina à investigação diagnóstica de indivíduos sintomáticos ou com suspeita clínica de câncer.
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Em maio, o Ministério da Saúde já havia anunciado a inclusão do teste em um novo protocolo para rastreamento do câncer colorretal. Dados da pasta indicam que o FIT apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.
Além disso, segundo divulgado, o procedimento pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença. Atualmente, o câncer colorretal é o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma.
A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para cada ano do triênio 2026-2028 é de 53,8 mil novos casos de câncer colorretal no Brasil.
Entenda
O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.
Diferentemente dos exames antigos de sangue oculto nas fezes, o FIT usa anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do teste.
O paciente recebe um kit para coleta em casa. Depois, o material é enviado para análise laboratorial. Caso o resultado detecte sangue oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares.
Entre as principais vantagens do exame FIT listadas pela pasta estão:
- não exige preparo intestinal;
- não precisa de dieta restritiva antes da coleta;
- pode ser feito com apenas uma amostra;
- é menos invasivo;
- tem maior adesão da população.
Mesmo assim, segundo o ministério, a colonoscopia é a principal forma de avaliar o intestino, porque permite visualizar diretamente o cólon e o reto, além de retirar pólipos durante o procedimento, evitando que algumas lesões evoluam para câncer.