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10 dicas para melhorar a vida escolar de crianças autistas

O transtorno do espectro autista (TEA) é uma condição neurológica e de desenvolvimento que afeta a comunicação, o comportamento e a interação social. Na fase escolar, crianças autistas podem enfrentar obstáculos na comunicação verbal e não verbal, dificuldades em interpretar e responder a interações sociais, além de apresentar padrões de comportamento repetitivos e interesses restritos. […]

6 de junho de 2024

Reportagem de: Edicase Conteúdo

O transtorno do espectro autista (TEA) é uma condição neurológica e de desenvolvimento que afeta a comunicação, o comportamento e a interação social. Na fase escolar, crianças autistas podem enfrentar obstáculos na comunicação verbal e não verbal, dificuldades em interpretar e responder a interações sociais, além de apresentar padrões de comportamento repetitivos e interesses restritos.

Essas características, no entanto, podem impactar a aprendizagem e a integração social, exigindo abordagens educacionais individualizadas e suporte especializado. Quando o apoio escolar e familiar está alinhado, os benefícios são significativos. Isso porque os pequenos têm mais oportunidades de desenvolver habilidades de forma integrada.

Gabriel Frozi, diretor da Rio Christian School, no Rio de Janeiro, é um defensor dedicado à educação inclusiva e ao apoio integral às crianças autistas. Com uma visão holística sobre o desenvolvimento infantil, destaca que uma abordagem colaborativa entre a escola e a família é essencial para proporcionar um ambiente de aprendizado seguro e eficaz. 

Por isso, a seguir, ele lista algumas dicas valiosas sobre a importância da parceria entre escola e família na educação dessas crianças. Confira!

1. Fomente uma comunicação aberta e constante

A troca regular de informações entre professores e pais é crucial para entender as necessidades específicas de cada criança e ajustar as estratégias de ensino conforme necessário.

2. Considere a individualização do ensino

Cada criança autista é única. A escola deve trabalhar com a família visando desenvolver planos de ensino individualizados que atendam às necessidades e potencialidades de cada aluno.

3. Ajude a promover um ambiente acolhedor

Criar um ambiente escolar inclusivo e acolhedor ajuda as crianças autistas a se sentirem seguras e valorizadas. Isso pode incluir adaptações no espaço físico e no material didático.

4. Treinamento e sensibilização são necessários

Professores e funcionários da escola devem receber treinamento contínuo sobre autismo e estratégias de ensino inclusivas, promovendo uma compreensão mais profunda e empática das necessidades dos alunos.

5. Participação ativa dos pais é fundamental

Os pais precisam ser incentivados a se envolver ativamente na vida escolar de seus filhos, participando de reuniões, eventos e atividades escolares.

Uma criança conversando com uma psicóloga em um consultório. As duas estão ao lado uma da outra sentadas em um sofá cinza.
O acompanhamento de diferentes especialistas ajuda no desenvolvimento de crianças autistas (Imagem: Studio Romantic | Shutterstock)

6. Construa uma rede de suporte

Construir uma rede de suporte que inclua psicólogos, terapeutas e outros profissionais especializados pode oferecer um suporte abrangente para a criança.

7. Use tecnologia assistiva

Utilizar ferramentas e tecnologias assistivas influencia positivamente o aprendizado e a comunicação, ajudando a criança a expressar suas ideias e demandas de maneira mais eficaz.

8. Estimule o desenvolvimento social

Promover atividades que incentivem a interação social e a inclusão entre os alunos é fundamental para o desenvolvimento de habilidades sociais.

9. Busque feedback contínuo

A avaliação contínua do progresso da criança, com feedback regular para pais e educadores, auxilia no ajuste das estratégias de ensino e apoio conforme necessário.

10. Ajude na sensibilização da comunidade escolar

Fomentar a conscientização e a aceitação dentro da comunidade escolar é essencial para criar um ambiente inclusivo e respeitoso para todos os alunos.

Por Evelyn Guimarães

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