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10 táticas usadas por abusadores emocionais para manipular as pessoas

Muitas pessoas associam um relacionamento abusivo a um namoro ou casamento, mas pessoas manipuladoras podem estar mais próximas do que você imagina, seja dentro de um círculo de amizades ou até mesmo da família. Esses abusadores emocionais se utilizam de táticas escusas, na maioria das vezes sutis, para que suas vítimas estejam sempre sob controle. […]

17 de abril de 2024

Reportagem de: Edicase Conteúdo

Muitas pessoas associam um relacionamento abusivo a um namoro ou casamento, mas pessoas manipuladoras podem estar mais próximas do que você imagina, seja dentro de um círculo de amizades ou até mesmo da família. Esses abusadores emocionais se utilizam de táticas escusas, na maioria das vezes sutis, para que suas vítimas estejam sempre sob controle.

Os chamados jogos de manipulação são extremamente prejudiciais e afetam o bem-estar e a saúde mental das pessoas, resultando em cicatrizes invisíveis tão dolorosas quanto as visíveis provenientes de outros tipos de abusos. Um indivíduo que passou por situação de abuso emocional pode perder a confiança em si, duvidar de suas próprias ações inconscientemente e até criar dificuldade para confiar e se relacionar com outras pessoas, entre outras graves sequelas deixadas por esse tipo de violência.

O que diz a Lei sobre violência psicológica?

A Lei nº 14.188, de 29 de julho de 2021, incluiu no Código Penal o crime de violência psicológica contra mulher (artigo 147–B do Código Penal), embora já estivesse inserida no artigo 7º, Inciso II da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). Infelizmente, esse tipo de assédio ainda é difícil de identificar e denunciar, pois, às vezes, nem mesmo a vítima consegue perceber que está em um ciclo de violência psicológica, exatamente por ser difícil de entender como esse tipo de agressão funciona.

Abaixo, confira as 10 principais maneiras que os abusadores emocionais usam para manipular suas vítimas. Confira:

1. Gaslighting

Fazer a pessoa duvidar de sua própria percepção, memória ou sanidade, questionando a realidade de forma a ganhar poder sobre ela.

2. Silêncio punitivo

Ignorar ou excluir a pessoa como forma de punição ou controle, deixando-a insegura e ansiosa por reconciliação.

3. Vitimização

O manipulador se coloca como vítima de circunstâncias ou ações da outra pessoa para ganhar simpatia, evitando responsabilidade por seus próprios comportamentos.

4. Culpa e vergonha

Usar a culpa e a vergonha para fazer a pessoa se sentir responsável pelo bem-estar do manipulador, minando a autoestima da vítima.

5. Triangulação

Envolver uma terceira pessoa em um conflito ou situação para criar tensão, ciúme ou competição, muitas vezes para distrair ou desviar a atenção de questões reais.

Homem presenteando uma mulher com uma flor no formato de um coração
Demonstração exagerada de carinho no início do relacionamento pode ser um indício de abuso posteriormente (Imagem: Alena Yudina | Shutterstock)

6. Love bombing

Inundar a pessoa com demonstrações exageradas de afeto e admiração no início do relacionamento para depois usar a ameaça de retirá-las como forma de controle.

7. Moving the goalposts

Mudar constantemente as expectativas ou regras para que a pessoa nunca possa atender aos padrões ou se sentir segura na relação.

8. Isolamento

Afastar a pessoa de amigos, famílias e atividades sociais para torná-la mais dependente do manipulador.

9. Mind games

Jogos mentais complexos que têm como objetivo confundir ou desestabilizar emocionalmente a pessoa, tornando-a mais dependente do manipulador.

10. Falsa dualidade

Criar uma narrativa “nós contra eles”, fazendo a pessoa sentir que só pode confiar no manipulador e que todos os outros são inimigos ou não entendem seu relacionamento.

Reconhecer os sinais é o primeiro passo para sair de uma situação abusiva. Se você está vivendo em um relacionamento assim ou conhece alguém que seja vítima de um manipulador emocional, busque ajuda imediatamente.

Por Mayra Cardozo

Mentora de Mulheres e Advogada, especialista em gênero e sócia do escritório Martins Cardozo Advogados Associados. Idealizadora do método alma livre criado para auxiliar mulheres a saírem de relacionamentos tóxicos e abusivos.

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