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5 brincadeiras sensoriais para as crianças nas férias

No mundo do desenvolvimento infantil, as atividades sensoriais desempenham um papel importante ao proporcionar experiências que envolvem todos os sentidos, promovendo o aprendizado e o crescimento cognitivo, emocional e físico das crianças. Segundo Ana Paula Yazbeck, educadora e diretora pedagógica do Espaço ekoa, essas atividades não apenas ajudam os pequenos a explorarem e entenderem o […]

5 de julho de 2024

Reportagem de: Edicase Conteúdo

No mundo do desenvolvimento infantil, as atividades sensoriais desempenham um papel importante ao proporcionar experiências que envolvem todos os sentidos, promovendo o aprendizado e o crescimento cognitivo, emocional e físico das crianças.

Segundo Ana Paula Yazbeck, educadora e diretora pedagógica do Espaço ekoa, essas atividades não apenas ajudam os pequenos a explorarem e entenderem o mundo ao seu redor, mas também são fundamentais para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas.

Considerando isso, a seguir, a especialista indica 5 atividades para bebês e crianças pequenas que podem ser feitas em qualquer lugar durante as férias. Confira!

1. Garrafas sensoriais

Em uma garrafa, pode-se colocar água, líquidos coloridos e vários outros materiais, ao gosto de cada família, para despertar a curiosidade dos bebês, o desenvolvimento dos músculos e do movimento de pinça. Manipular a garrafa também pode ser bastante relaxante para os pequenos. Grãos de arroz e de feijão, miçangas coloridas, areia, terra, tampas de latinhas ou elementos de diferentes texturas são algumas das indicações para compor o brinquedo.

2. Cabana sensorial

A cabana sensorial é uma brincadeira clássica, mas com a adição de elementos a serem explorados. O convite é para que as famílias construam suas cabanas a partir da imaginação, amarrando cobertores, cangas em galhos de árvore ou até toalhas em cima das cadeiras, mas deixem sempre novos objetos para os bebês encontrarem. Eles podem estar amarrados no teto da cabana, escondidos debaixo do tapete ou podem estar dentro de “cesto de tesouros”. É possível notar que algumas crianças arrumam os objetos, outras tiram tudo do lugar. Nessa fase, a desorganização é uma forma de organizar o pensamento.

Três cestos com brinquedos no chão
O cesto de tesouros é uma brincadeira fácil e pode ser feita em qualquer lugar (Imagem: Igisheva Maria | Shutterstock)

3. Cesto dos tesouros

O cesto dos tesouros é uma brincadeira para todas as horas e lugares. A ideia aqui é transformar em tesouros os objetos do ambiente ao redor. Pegue uma bacia, um cesto ou um baú, em que se possa introduzir materiais de diferentes formatos e texturas. Uma opção é misturar utensílios de inox, como panelas e colheres, com elementos naturais, que podem ser folhas, pedaços de madeira, pedras e conchas. Adicione pedaços de pano, papeis e tampas coloridas ou rolhas. A estética e a multiplicidade de cores ajudam a estimular a exploração dos bebês.

4. Circuito de obstáculos

O nome parece desafiador, mas os obstáculos podem ser adaptados para cada idade, desde o momento em que os bebês começam a engatinhar. O importante é criar espaço para o movimento do corpo, com módulos de espuma, madeira, isopor ou placas de EVA, que integrem o caminho.

Para crianças muito pequenas, é possível utilizar aquilo que estiver disponível em casa, como travesseiros, almofadas, para serem atravessadas, além de mesas e cadeiras para as crianças passarem por debaixo. Se houver oportunidade de contato com a natureza, a brincadeira se torna ainda melhor: crianças maiores podem atravessar troncos de árvore, bambus e módulos de concreto.

5. Pintando com os pés e as mãos

Uma brincadeira gostosa para quem não tem medo de fazer arte. Aqui, o mais importante é fazer uma tinta que não seja tóxica, que pode ser elaborada a base de alimentos como beterraba (rosa), páprica (vermelha), açafrão (amarela), espinafre (verde) ou cenoura (laranja). Basta misturar o pó na água ou ralar/bater o alimento no liquidificador, espremer com um pano e coar.

Deixe que as pinturas sejam feitas livremente com os pés e com as mãos em cartolinas ou papéis. Para crianças mais velhas, que já utilizam pincéis, é possível misturar a tinta com cola branca, já que não corre o risco de ser ingerida.

Por Beatriz Carneiro

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