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6 perguntas e respostas sobre o hemograma

O hemograma é um exame laboratorial de sangue que fornece dados detalhados sobre os componentes sanguíneos, como glóbulos vermelhos e brancos e plaquetas. Geralmente, ele faz parte dos exames de rotina solicitados pelos médicos, sendo essencial para monitorar doenças como anemias, infecções e inflamações. Por isso, a seguir, o Dr. Guilherme Pazzolo, cardiologista que compõe […]

20 de maio de 2024

Reportagem de: Edicase Conteúdo

O hemograma é um exame laboratorial de sangue que fornece dados detalhados sobre os componentes sanguíneos, como glóbulos vermelhos e brancos e plaquetas. Geralmente, ele faz parte dos exames de rotina solicitados pelos médicos, sendo essencial para monitorar doenças como anemias, infecções e inflamações.

Por isso, a seguir, o Dr. Guilherme Pazzolo, cardiologista que compõe o corpo médico da Hilab, biotech brasileira especialista em exames de análises clínicas, esclarece algumas dúvidas comuns sobre o hemograma. Confira abaixo!

1. Para que serve o hemograma?

O hemograma completo é um exame de sangue de rotina que avalia a quantidade e a qualidade das células sanguíneas: hemácias, leucócitos e plaquetas. Elementos responsáveis, respectivamente, pelo transporte do oxigênio, defesa e coagulação. Esse exame fornece informações importantes sobre a saúde do paciente e pode ajudar a detectar diversas condições médicas.

Normalmente, essa avaliação é solicitada diante de quadros de fadiga, prostração, palpitações, falta de ar, febre persistente, calafrios e, principalmente, em casos de hemorragia. Por esse amplo leque de utilidades é que o exame figura em mais da metade dos pedidos médicos do mundo.

2. Como é feito o hemograma?

Atualmente é possível fazer um hemograma completo em laboratórios, clínicas particulares, hospitais e até em farmácias, com o advento da atual RDC 786/2023 – uma medida da Anvisa que amplia os espaços credenciados para a realização de exames de análises clínicas.

Hoje, o exame pode ser realizado via punção sanguínea venosa, arterial e até capilar – aquela realizada por meio de um pequeno furo na ponta dos dedos, garantindo mais conforto durante a extração da amostra. Não existe contraindicação para a realização de um hemograma, independente da forma de coleta, idade do paciente ou utilidade diagnóstica.

Enfermeira sentada preparando para tirar sangue de paciente
Hemograma feito em farmácia também costuma ser aceito por médicos (Imagem: Wendy de Oliveira | Shutterstock)

3. O hemograma de farmácia é igual ao do laboratório tradicional?

Os exames realizados em farmácias apresentam alguns diferenciais em relação aos que são feitos nos laboratórios, como a velocidade de apuração e disponibilidade dos resultados, mas sua qualidade é a mesma dos exames realizados em laboratório, sendo aceitos por médicos para fins de auxílio diagnóstico. O hemograma, que atualmente já pode ser realizado em algumas farmácias, que contam com essa opção de exame, é realizado em um dispositivo POCT (Point-of-care-testing). 

4. Qual a diferença entre o exame por punção capilar ou por coleta venosa?

O exame por coleta capilar é muito mais confortável, especialmente, para alguns grupos, entre eles: idosos, crianças e pessoas com algum quadro de fragilidade vascular ou em tratamentos oncológicos. Mas em relação aos resultados, a metodologia de coleta não interfere.

5. Quanto custa um hemograma?

Em clínicas populares, os valores oscilam entre R$ 10 e R$ 25. Nas farmácias, ele vai apresentar valores distintos, a depender principalmente da localização do estabelecimento, mas os preços giram em torno de R$ 35 a R$ 50. Em hospitais e laboratórios, o hemograma pode ter uma variação maior de preço, podendo chegar a R$ 150.

6. Quais doenças são possíveis diagnosticar a partir de um hemograma?

Anemias, policitemias, leucemias, doenças autoimunes, doenças neoplásicas, deficiência de vitaminas, deficiência de oligoelementos, infecções, doenças medulares, doenças endócrinas (hormonais) e doenças alérgicas.

Por Wendy de Oliveira

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