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Alergia ocular: 5 dicas para evitar crises e proteger os olhos 

Com a chegada do clima seco, sintomas como coceira e vermelhidão nos olhos tendem a se intensificar. Fatores ambientais e a maior presença de poluentes tornam a região ocular mais sensível, favorecendo o surgimento de reações alérgicas que podem comprometer o bem-estar no dia a dia.  A Dra. Jaqueline Fernandes, oftalmologista do H.Olhos, explica que […]

Por Edicase Conteúdo
27/04/2026 13h00, Atualizado há 1 hora

Com a chegada do clima seco, sintomas como coceira e vermelhidão nos olhos tendem a se intensificar. Fatores ambientais e a maior presença de poluentes tornam a região ocular mais sensível, favorecendo o surgimento de reações alérgicas que podem comprometer o bem-estar no dia a dia. 

A Dra. Jaqueline Fernandes, oftalmologista do H.Olhos, explica que “a conjuntivite alérgica, também chamada de alergia ocular, é uma inflamação da conjuntiva, membrana fina que reveste a superfície interna das pálpebras e a parte branca do globo ocular. Ela acontece quando o olho entra em contato com substâncias às quais a pessoa tem sensibilidade”.

Conforme a médica, as causas mais comuns da alergia ocular são poeira, ácaros, pólen, mofo, pelos de animais, fumaça, poluição, perfumes, maquiagem e até alguns colírios. “A proximidade com esses alérgenos faz o organismo reagir exageradamente e o olho fica vermelho, coçando, lacrimejando e inchado”, explica.

Importância de não coçar os olhos

Pessoas com alergias ou histórico familiar, como rinite, asma, dermatite ou alergia ocular, têm mais chance de apresentar conjuntivite alérgica. No entanto, mesmo sem histórico, a irritação ocular pode surgir a qualquer momento se o sistema imunológico for exposto a alérgenos em quantidade suficiente para causar sensibilidade excessiva. Por isso, é muito importante não coçar, pois o ato piora a inflamação e pode causar lesões graves na córnea.

“Esfregar os olhos aumenta a liberação de histamina, substância produzida pelo corpo que age como um dos principais mediadores da resposta imunológica. No caso da alergia ocular, ela é o mensageiro químico que avisa o cérebro sobre a presença de um alérgeno ao provocar sintomas típicos da alergia”, explica a médica.

Além de piorar os sintomas, esfregar os olhos pode causar outros problemas. “Coçar o olho intensamente também pode causar descolamento de retina, camada fina que reveste o interior do globo ocular, e até mesmo deformação da córnea, estrutura transparente localizada na parte frontal do olho”, alerta a médica.

Jovem com cabelo solto, preto, com as unhas pintadas de branco colocando colirio no olho
Uso orientado de colírios contribui para o controle dos sintomas da alergia ocular (Imagem: Rabizo Anatolii | Shutterstock)

Como controlar os sintomas da alergia ocular

Segundo a oftalmologista, os sintomas da alergia ocular podem se repetir. “Na maioria dos casos, a conjuntivite alérgica é uma condição recorrente, ou seja, os sintomas voltam sempre que a pessoa entra em contato com aquilo que causa a alergia“, alerta.

Consultar um médico é importante para controlar a condição. “O tratamento depende da intensidade dos sintomas, mas geralmente inclui evitar o agente causador, usar compressas frias e colírios lubrificantes ou antialérgicos prescritos pelo oftalmologista. Em alguns casos, podem ser necessários colírios específicos para controlar a inflamação”, complementa a Dra. Jaqueline Fernandes.

Dicas para prevenir alergias oculares no dia a dia 

A seguir, a médica lista 5 dicas para prevenir alergias oculares:

  1. Evite coçar os olhos;
  2. Mantenha a casa limpa e arejada;
  3. Reduza poeira, tapetes e bichos de pelúcia;
  4. Lave roupas de cama com frequência;
  5. Evite contato com fumaça, perfumes fortes e produtos que irritam os olhos.

Consulte um médico

A boa notícia é que a alergia ocular não é contagiosa e não passa de uma pessoa para outra. Ela acontece por uma reação individual do organismo. Porém, como os sintomas podem ser parecidos com os de outros tipos de conjuntivite, principalmente a viral, é importante passar por uma avaliação oftalmológica para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento. Sem os cuidados adequados, há risco de a inflamação persistir e afetar a visão. 

Por Sig Eikmeier

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