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Casa aconchegante: 6 dicas de iluminação para deixar o lar mais confortável

A iluminação da casa pode influenciar diretamente o humor e até a qualidade do sono. Mais do que uma questão estética, escolher a quantidade e o tipo de luz para cada atividade ajuda a criar espaços mais confortáveis e funcionais. De acordo com Vania Mastrorocco Brand, arquiteta e professora de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade […]

Por Edicase Conteúdo
28/05/2026 12h00, Atualizado há 1 hora

A iluminação da casa pode influenciar diretamente o humor e até a qualidade do sono. Mais do que uma questão estética, escolher a quantidade e o tipo de luz para cada atividade ajuda a criar espaços mais confortáveis e funcionais.

De acordo com Vania Mastrorocco Brand, arquiteta e professora de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Anhanguera, um bom projeto de iluminação transforma completamente o ambiente. Uma proposta equilibrada deve oferecer efeito estético, conforto, funcionalidade e sustentabilidade.

Para alcançar esse equilíbrio, confira algumas dicas a seguir!

1. Combine camadas de luz

Não dependa de apenas uma lâmpada central no ambiente. Um bom projeto trabalha com a sobreposição de diferentes pontos de luz, além da iluminação principal, como painéis de LED ou rasgos de luz.

Considere a iluminação de tarefa focada em áreas específicas: trabalho, leitura ou preparo de alimentos, como fitas de LED sob o armário da cozinha ou uma luminária de mesa. Outra opção é a iluminação de destaque, que serve para valorizar texturas, quadros ou objetos decorativos, como em spots direcionáveis.

2. Escolha a temperatura de cor certa para cada função

A temperatura de cor (medida em Kelvin) dita o clima do espaço. Lembre-se: luzes quentes (amareladas) relaxam e luzes frias estimulam. Portanto, a temperatura de cor traz sensações para o ambiente. Veja como escolher a ideal: 

  • Quente (2700K a 3000K): pode ser utilizada em salas de estar, quartos e áreas de descanso, pois traz aconchego;
  • Neutra (4000K): excelente para escritórios, banheiros e cozinhas, mantendo o ambiente claro sem cansar os olhos;
  • Fria (acima de 5000K): restrita a áreas operacionais (como lavanderias), pois pode deixar o ambiente residencial com aspecto impessoal.
Interior contemporâneo da sala de estar com sofá secional bege, painéis de madeira, mesas redondas, e janela de vista da cidade
Combinar iluminação natural e artificial deixa os ambientes mais equilibrados (Imagem: ImageFlow | Shutterstock)

3. Valorize a luz natural

A iluminação artificial deve complementar a luz do sol, nunca competir com ela. A importância do projeto está em observar por onde a luz do dia entra pelas janelas e portas antes de posicionar os móveis. Além de economizar energia, a luz natural regula nosso relógio biológico, melhorando o humor e o bem-estar ao longo do dia.

4. Atenção ao Índice de Reprodução de Cor (IRC)

A escolha das lâmpadas é muito importante. O Índice de Reprodução de Cor (IRC) mede a fidelidade com que a lâmpada artificial replica as cores reais dos objetos sob a luz do sol, que tem IRC 100.

“Para áreas com espelho, como as do banheiro, onde a pessoa pode se maquiar ou fazer a barba, guarda-roupas e bancada da cozinha, escolha sempre lâmpadas com IRC acima de 80 ou 90. Lâmpadas com IRC baixo podem ser utilizadas em lavabos”, comenta Vania Mastrorocco Brand.

5. Evite o ofuscamento visual

A luz deve iluminar o espaço, mas a fonte luminosa não deve machucar os olhos. Para evitar o incômodo visual, escolha as luminárias com recuo antiofuscante. Além disso, evite posicionar spots diretamente acima da área de utilização, como nas telas de TV e computador, para não gerar reflexos incômodos. Prefira utilizar luz indireta, rebatida no teto ou na parede, para criar um clima suave e relaxante.

6. Divida o circuito elétrico em zonas

Para ter flexibilidade, você precisa controlar as luzes de forma independente. Em vez de ligar tudo em um único interruptor, separe a luz geral dos spots de destaque e das fitas de LED decorativas. Isso permite criar diferentes cenários e ainda investir em dimmers (reguladores de intensidade) ou lâmpadas inteligentes que controlam o brilho da luz e trazem mais personalidade.

Por Priscila Dezidério

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