Como transformar um negócio em dificuldade em uma operação sustentável e lucrativa
Quando uma empresa começa a apresentar resultados abaixo do esperado, muitos empreendedores enxergam apenas riscos. Queda no faturamento, dificuldades operacionais e desafios na gestão costumam afastar possíveis investidores. No entanto, para quem consegue identificar oportunidades de melhoria, um negócio em dificuldade pode se transformar em uma aposta promissora. Essa foi a experiência de Wellington Ramos, […]
16/07/2026 17h02, Atualizado há 0 horas
Quando uma empresa começa a apresentar resultados abaixo do esperado, muitos empreendedores enxergam apenas riscos. Queda no faturamento, dificuldades operacionais e desafios na gestão costumam afastar possíveis investidores. No entanto, para quem consegue identificar oportunidades de melhoria, um negócio em dificuldade pode se transformar em uma aposta promissora.
Essa foi a experiência de Wellington Ramos, franqueado do Instituto Embelleze em Curitiba (PR). Após atuar durante anos em diferentes áreas da rede de ensino profissionalizante, ele assumiu o desafio de reestruturar uma unidade que enfrentava dificuldades operacionais. O trabalho deu resultado e, posteriormente, ele e a esposa decidiram assumir oficialmente a operação, que hoje registra faturamento anual de R$ 1,5 milhão.
Segundo Wellington Ramos, o primeiro passo para avaliar uma oportunidade desse tipo é compreender a origem dos problemas enfrentados pela empresa. “É importante olhar além dos números e entender o que está causando os resultados negativos. Muitas vezes, o problema não está no potencial do negócio, mas em processos que podem ser reorganizados, equipes que precisam de desenvolvimento ou estratégias que precisam ser ajustadas”, afirma.
Nem toda crise significa falta de potencial
Um dos erros mais comuns, segundo o empresário, é associar dificuldades operacionais à inviabilidade do negócio. Em muitos casos, a demanda existe, mas a empresa não consegue aproveitar todo o seu potencial por falhas de gestão.
Ao longo de sua trajetória, Wellington Ramos passou pelas áreas comercial, supervisão de equipes, treinamento e gestão operacional. Essa vivência permitiu que ele identificasse oportunidades de melhoria e participasse da expansão de unidades antes de se tornar empresário.
“Quando você conhece a operação de perto, consegue distinguir problemas estruturais de problemas que podem ser corrigidos com gestão. Isso faz toda a diferença na hora de decidir investir ou assumir um novo desafio”, explica.

Equipe e processos são fundamentais
Embora muitas empresas concentrem seus esforços exclusivamente em aumentar as vendas, Wellington Ramos acredita que a recuperação de uma operação começa pela organização interna. “Não existe crescimento sustentável sem processos claros e uma equipe alinhada. Quando as pessoas entendem seus papéis e trabalham com objetivos bem definidos, os resultados começam a aparecer de forma consistente”, destaca. Para ele, a construção de equipes engajadas é um dos principais fatores para a continuidade do negócio, especialmente em momentos de transformação.
Oportunidades exigem coragem e preparação
Assumir uma empresa em dificuldades também exige preparo emocional e disposição para enfrentar desafios. Ao longo da carreira, Wellington Ramos vivenciou diferentes ciclos profissionais e acredita que a capacidade de adaptação foi determinante para sua evolução. “Minha trajetória mostrou que o crescimento acontece quando estamos dispostos a aprender, assumir responsabilidades e, muitas vezes, recomeçar. Nem sempre o caminho é linear, mas cada experiência contribui para construir uma visão mais ampla do negócio”, afirma.
Hoje, à frente de uma das unidades de destaque do Instituto Embelleze, ele acredita que empreendedores devem analisar oportunidades com cautela, mas sem deixar que o medo os impeça de enxergar possibilidades. “Empreender é, acima de tudo, saber identificar potencial onde muitas pessoas enxergam apenas dificuldades. Quando existe planejamento, dedicação e disposição para executar mudanças, é possível transformar desafios em crescimento”, conclui.
Por Caroline Amorim