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Por que um lado do corpo parece mais forte que o outro durante o treino? Entenda as causas

Já percebeu que um braço parece ter mais força que o outro na hora de levantar um peso? Ou que uma das pernas oferece mais estabilidade durante determinado exercício? Essa diferença entre os lados direito e esquerdo do corpo é mais comum do que parece e pode ocorrer até mesmo em quem treina regularmente. Entender […]

Por Edicase Conteúdo
09/09/2026 12h02, Atualizado há 0 horas

Já percebeu que um braço parece ter mais força que o outro na hora de levantar um peso? Ou que uma das pernas oferece mais estabilidade durante determinado exercício? Essa diferença entre os lados direito e esquerdo do corpo é mais comum do que parece e pode ocorrer até mesmo em quem treina regularmente. Entender por que isso acontece é importante para identificar possíveis desequilíbrios e tornar o treino mais adequado às necessidades de cada pessoa.

Segundo o Dr. Matheus Teixeira dos Santos, professor de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, o corpo humano não é perfeitamente simétrico. A preferência por um dos lados para realizar tarefas cotidianas, experiências esportivas anteriores e até a forma como determinados movimentos são executados podem contribuir para diferenças de força e coordenação.

“É natural termos um lado dominante e utilizá-lo com mais frequência em atividades do dia a dia. O problema é quando essa diferença se torna muito acentuada, interfere na execução dos exercícios, provoca compensações ou vem acompanhada de dor”, explica.

A seguir, o especialista esclarece alguns pontos importantes sobre a diferença de força entre os lados do corpo. Confira!

Dominância pode influenciar

Ser destro ou canhoto não interfere apenas na mão utilizada para escrever. Ao longo da vida, a preferência por um dos lados pode fazer com que determinados músculos sejam mais recrutados em atividades cotidianas e esportivas. Isso não significa, porém, que toda diferença de força seja explicada apenas pela dominância. Histórico de lesões, períodos de imobilização, características individuais e padrões de movimento também podem influenciar.

Exercícios unilaterais podem ajudar

Movimentos realizados com um lado de cada vez, como exercícios unilaterais para braços ou pernas, podem ajudar a perceber diferenças que passam despercebidas em exercícios realizados com os dois lados simultaneamente. Nesses casos, é importante priorizar a execução correta do movimento e evitar simplesmente aumentar a carga do lado considerado mais fraco na tentativa de igualar rapidamente a força.

Uma mulher de top esportivo cinza e shorts pretos está de pé em uma academia, segurando uma barra de musculação com uma almofada protetora nas costas, preparando-se para um agachamento.
Alterar a postura para conseguir completar um exercício pode indicar que o corpo está compensando uma diferença entre os lados (Imagem: Maitnee Duangphet | Shutterstock)

Compensações merecem atenção

Quando existe uma diferença importante entre os lados, o corpo pode buscar estratégias para completar determinado movimento. Inclinar o tronco, alterar a posição do quadril ou sobrecarregar outra articulação são exemplos de compensações que podem aparecer durante o treino.

“Se a pessoa percebe que precisa modificar muito o movimento para executar um exercício ou que um lado apresenta dificuldade significativamente maior, vale investigar o motivo. Aumentar peso sem corrigir o padrão pode reforçar essas compensações”, orienta o fisioterapeuta.

Quando procurar avaliação?

Diferenças discretas entre os lados não significam necessariamente que exista um problema. Entretanto, dor, perda repentina de força, limitação de movimento, sensação frequente de instabilidade ou uma assimetria que prejudica atividades do dia a dia merecem atenção. Nessas situações, a avaliação de um profissional pode ajudar a identificar a origem da diferença e orientar exercícios de acordo com as necessidades individuais.

“Mais importante do que buscar uma simetria perfeita é observar como o corpo responde aos movimentos. O treino deve permitir uma evolução segura, respeitando as características de cada pessoa e evitando compensações que possam gerar sobrecarga”, finaliza o Dr. Matheus Teixeira dos Santos.

Por Priscila Dezidério

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