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Risco de AVC cresce no frio: veja 5 dicas para se proteger

As temperaturas mais baixas registradas neste fim de maio e início de junho de 2026 em diversas cidades brasileiras acendem um alerta para a saúde cardiovascular. Capitais como Curitiba, Porto Alegre e São Paulo amanheceram com termômetros abaixo dos 10 °C nos últimos dias, enquanto cidades da Serra Catarinense registraram temperaturas próximas de 0 °C. Além […]

Por Edicase Conteúdo
01/06/2026 20h00, Atualizado há 0 horas

As temperaturas mais baixas registradas neste fim de maio e início de junho de 2026 em diversas cidades brasileiras acendem um alerta para a saúde cardiovascular. Capitais como Curitiba, Porto Alegre e São Paulo amanheceram com termômetros abaixo dos 10 °C nos últimos dias, enquanto cidades da Serra Catarinense registraram temperaturas próximas de 0 °C.

Além do desconforto térmico, o frio intenso pode aumentar em até 20% o risco de acidente vascular cerebral (AVC), principalmente quando as temperaturas ficam abaixo de 14 °C, segundo dados do Instituto Nacional de Cardiologia (INC).

Como o frio aumenta o risco de AVC

De acordo com o cardiologista Dr. Marcelo Bergamo, existe uma relação direta entre a queda da temperatura e o aumento da sobrecarga no sistema cardiovascular. “Quando o corpo é exposto ao frio, ocorre um mecanismo natural chamado vasoconstrição, em que os vasos sanguíneos se contraem para preservar a temperatura corporal. Esse estreitamento aumenta a pressão arterial e faz com que o coração precise trabalhar mais”, explica.

Segundo o médico, esse esforço adicional pode favorecer eventos cardiovasculares graves, especialmente em pessoas que já apresentam fatores de risco. “Hipertensos, diabéticos, idosos, fumantes e pacientes com doenças cardiovasculares precisam redobrar a atenção durante períodos de frio mais intenso, porque o organismo já possui uma condição de maior vulnerabilidade”, alerta.

Sintomas do AVC

O Dr. Marcelo Bergamo destaca ainda a importância de reconhecer rapidamente os sinais de um AVC. Entre os principais sintomas, estão:

  • Fraqueza ou dormência súbita no rosto, braço ou perna;
  • Dificuldade para falar;
  • Confusão mental;
  • Perda repentina da visão;
  • Dor de cabeça intensa e súbita;
  • Perda de equilíbrio ou coordenação.

“Diante de qualquer suspeita, é fundamental procurar atendimento médico imediato. No AVC, cada minuto faz diferença para reduzir sequelas”, reforça.

Homem de blusa branca e mãos no coração em fundo laranja
O frio extremo demanda proteção térmica adequada e outras medidas para diminuir riscos cardiovasculares (Imagem: Roman Samborskyi | Shutterstock)

Como se proteger durante os dias frios

O cardiologista recomenda algumas medidas simples para diminuir os riscos cardiovasculares durante períodos de baixa temperatura:

1. Proteção térmica adequada

Utilizar roupas em camadas e proteger extremidades como mãos, pés e cabeça ajuda o organismo a manter a temperatura corporal estável.

2. Controle da pressão arterial

Monitorar a pressão regularmente, especialmente em dias mais frios, além de manter corretamente o uso das medicações prescritas.

3. Atenção ao consumo de álcool

Apesar da sensação momentânea de aquecimento, bebidas alcoólicas podem prejudicar ainda mais a circulação sanguínea.

4. Manter o corpo ativo

Atividades físicas leves e alongamentos ajudam a melhorar a circulação, preferencialmente em ambientes protegidos do frio intenso.

5. Hidratação contínua

Mesmo com menos sensação de sede, é importante manter a ingestão de líquidos, incluindo chás e sopas.

“O frio exige maior atenção com a saúde cardiovascular, mas medidas preventivas simples já ajudam significativamente a reduzir os riscos”, conclui o Dr. Marcelo Bergamo.

Por Rayssa Martins

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