Seu cão não para de lamber as patas? Conheça 5 causas além da “mania”
Uma lambida ou outra nas patas faz parte do comportamento dos cães. O sinal de alerta aparece quando o animal começa a fazer isso repetidamente, por longos períodos ou com tanta intensidade que provoca vermelhidão, feridas e até perda de pelos na região. Segundo Flávia Paiffer, professora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, […]
04/10/2026 11h02, Atualizado há 9 horas
Uma lambida ou outra nas patas faz parte do comportamento dos cães. O sinal de alerta aparece quando o animal começa a fazer isso repetidamente, por longos períodos ou com tanta intensidade que provoca vermelhidão, feridas e até perda de pelos na região.
Segundo Flávia Paiffer, professora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, a lambedura excessiva não deve ser automaticamente encarada como uma “mania”. “Quando o comportamento se torna frequente, é importante observar o animal e a região afetada”, ressalta.
Ela explica que a lambedura pode ser causada desde irritações localizadas e condições dermatológicas até questões sistêmicas ou comportamentais. “Por isso, é importante que o animal seja avaliado por um médico-veterinário, que poderá investigar a origem do problema, já que identificar a causa é fundamental para conseguir interromper esse ciclo”, orienta.
A seguir, confira as possíveis causas para o cachorro lamber as patas excessivamente:
1. Alergias
Alergias estão entre as possíveis causas de coceira e lambedura excessiva das patas. Elas podem estar relacionadas a fatores ambientais, como ácaros e pólen, ou a outros agentes que precisam ser investigados individualmente.
Além das lambidas, é possível perceber vermelhidão, coceira em outras regiões do corpo e alterações na pele e entre os dedos. Em alguns casos, a lambedura constante também pode causar escurecimento dos pelos da região por ação da saliva.
2. Parasitas
Pulgas, carrapatos e alguns tipos de ácaros podem provocar coceira, inflamação e desconforto. Mesmo quando o tutor não consegue visualizar o parasita, sua presença ou uma reação às picadas pode fazer com que o animal coce ou lamba determinadas regiões com frequência. Por isso, a ausência de bichinhos visíveis não descarta a causa parasitária.
3. Ferimentos ou corpos estranhos
Espinhos, pequenas pedras, farpas e outros objetos podem ficar presos entre os dedos ou nas almofadas das patas. Cortes, fissuras, queimaduras provocadas pelo contato com superfícies quentes e outros machucados também podem fazer com que o cão concentre as lambidas em uma única pata. Por isso, quando o comportamento começa de maneira repentina, é importante observar cuidadosamente a região, sem tentar retirar objetos profundos ou manipular uma lesão dolorosa.


Nguyễn Tiến Thịnh 
| Pexels)4. Infecções e inflamações na pele
Alterações na barreira cutânea e o excesso de umidade podem favorecer a proliferação de microrganismos, como bactérias e fungos, especialmente quando já existe uma doença de base. Nesses casos, além da lambedura, podem aparecer mau cheiro, vermelhidão, descamação, inchaço, dor, secreção ou mudanças na aparência da pele.
É importante lembrar que a própria lambedura constante pode manter a região úmida e irritada, contribuindo para a piora da inflamação e do desconforto. Esse ciclo pode dificultar a cicatrização e favorecer infecções secundárias.
5. Estresse, ansiedade ou tédio
Nem toda lambedura excessiva tem origem exclusivamente física. Alguns cães podem desenvolver comportamentos repetitivos diante de situações de estresse, ansiedade, falta de estímulos ou mudanças na rotina. No entanto, uma causa comportamental não deve ser presumida antes que outras possíveis causas, como doenças, dores, alergias, infecções e outras alterações no organismo, sejam investigadas.
Quando procurar o veterinário?
Se o cão lambe as patas ocasionalmente e não apresenta outras alterações, esse comportamento pode fazer parte da higiene habitual. Porém, quando a lambedura se torna frequente ou persistente, acompanhada de feridas, inchaço, perda de pelos, secreção, mau cheiro, dor ou dificuldade para apoiar a pata, é importante procurar avaliação veterinária. Também não é recomendado utilizar pomadas, medicamentos ou receitas caseiras sem orientação profissional, já que o tratamento adequado depende da identificação da causa.
Por Priscila Dezidério