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Veja como utilizar o sofá curvo na decoração

Atemporal, marcante e elegante são alguns dos adjetivos que podemos aplicar ao sofá curvo. Em um primeiro olhar, pode não parecer, mas seu desenho arqueado revela o estilo multifacetado e versátil, que pode compor tanto um décor com detalhes que remetem ao passado como um ambiente com estilo sofisticado, especialmente quando revestido com veludo. De […]

23 de maio de 2024

Reportagem de: Edicase Conteúdo

Atemporal, marcante e elegante são alguns dos adjetivos que podemos aplicar ao sofá curvo. Em um primeiro olhar, pode não parecer, mas seu desenho arqueado revela o estilo multifacetado e versátil, que pode compor tanto um décor com detalhes que remetem ao passado como um ambiente com estilo sofisticado, especialmente quando revestido com veludo.

De volta aos projetos de interiores

Embora o design tenha sido preterido durante algumas décadas, nos últimos tempos o sofá curvo reconquistou seu posto nos projetos de interiores, revelando-se como uma peça coringa. E se antes ele era adotado como uma ode aos móveis com estilo dos anos 1950 e 1960, ou mesmo como uma forma de marcar tendência, a leitura atual agrega uma nova proposta para experimentá-lo: o mobiliário aproxima as pessoas, estreita o convívio e traz comodidade.

De acordo com a arquiteta Ana Rozenblit, a maior vantagem do sofá curvo é o encaixe perfeito, com facilidade, e em qualquer ambiente, ao contrário de um sofá com linha reta. “Gosto muito da flexibilidade e da dinâmica diferente que ele traz ao espaço”, revela. “E seu emprego vai muito além do living: costumo especificá-lo também na decoração do dormitório, como também nas varandas”, conta.

A escolha do sofá não depende apenas de medidas

Fazer a escolha certa do tamanho do sofá envolve muitas variáveis, mas acertar na matemática não é tão complicado. É preciso, acima de tudo, levar em conta a área disponível e a proposta esperada para o móvel. Com a possibilidade de compor tanto projetos maiores como aqueles mais compactos, alguns critérios precisam ser levados em consideração.

“É fundamental analisar tanto as medidas disponíveis no espaço como também a relação com os demais ambientes, principalmente se forem integrados. Por exemplo, um sofá com estrutura grande posicionado próximo a entrada de um apartamento pequeno, pode dar um ar dissonante. O móvel pode estar adequado ao cômodo onde foi cogitado, mas, sobretudo, precisa ‘dialogar’ com o seu entorno”, avalia Ana Rozenblit.

Pensando na colocação, o modelo curvo tanto pode assumir a função de sofá de canto, proporcionando mais espaço de circulação em uma sala de estar pequena, ou pode ser disposto como uma peça ‘solta’, exercendo o caráter de demarcar os ambientes integrados. Para não errar, a arquiteta indica um espaçamento de 1,5 m, permitindo uma passagem fluída do morador.

Sofá curvo cinza em uma sala de estar com piso de madeira e paredes brancas
O designer do sofá curvo precisa estar em harmonia com o décor do ambiente (Imagem: Beyond Time | Shutterstock)

Empregando o sofá curvo no décor

É importante que o design do sofá curvo esteja em harmonia com o décor predominante no ambiente. Por ser um móvel que protagoniza e chama atenção, a arquiteta explica que o contraponto entre todos os elementos se faz necessário para que ele não roube a cena. “É claro que o sofá curvo é especial, mas o equilíbrio deve ser aplicado justamente para que os demais mobiliários e objetos não desapareçam”, acrescenta.

Cores para o sofá

Quanto às cores, em se tratando de salas pequenas, por exemplo, ou para os moradores com preferências pelos estilos minimalista, clássico ou clean, a dica é optar por sofás curvos em uma paleta de tons claros como branco, bege e cinza-claro. Agora, se a intenção for explorar a exuberância do design e conceber um ambiente mais jovem e descontraído, o projeto pode investir na aplicação de cores fortes, como o amarelo, laranja, verde, azul e roxo, entre outras possibilidades. “Na composição, gosto sempre de criar uma cor e um movimento com almofadas e acessórios. Seja num canto de varanda ou em uma sala de estar, tenho usado verde musgo, rosa, rosa chiclete e laranja ferrugem”, indica a arquiteta.

Lugar ideal para ele

No tocante ao layout dos espaços, em salas com formato retangular, a profissional recomenda eleger uma parede de destaque para receber o sofá curvo. Já em salas quadradas, a indicação é trazer o móvel mais para o centro, permitindo que as pessoas circulem em seu entorno. E para aqueles que não abrem mão de um tapete para complementar, é possível incluir versões quadradas, retangulares ou redondas, desde que preencha toda a parte debaixo do sofá curvo.

Além de agregar beleza na decoração, o sofá curvo deve ser responsável por acrescer conforto ao ambiente, por isso é valioso considerar um estofado que realmente proporcione a sensação de bem-estar. Nesse mix, as almofadas são muito bem-vindas, pois ornamentam e trazem aconchego.

Dicas para utilizar o sofá curvo

Os sofás curvos são uma tendência crescente na decoração de interiores, combinando elegância e funcionalidade. Porém, para destacar o design do mobiliário no ambiente, algumas dicas precisam ser utilizadas, como:

  • Mantenha o entorno do sofá livre: garanta que haja espaço suficiente ao redor do sofá para uma circulação confortável. Evite posicionar móveis ou outros objetos muito próximos, pois pode bloquear o acesso e criar uma sensação de aperto;
  • Invista em iluminação: coloque luminárias de piso em um ou ambos os extremos do sofá para criar um ambiente acolhedor e iluminar adequadamente a área de assento. Se preferir, instale luzes embutidas no teto para destacar a forma do sofá sem sobrecarregar o ambiente com luminárias de mesa;
  • Posicione adequadamente os itens decorativos: utilize quadros ou espelhos acima do sofá para equilibrar a altura do móvel e preencher a parede de maneira elegante;
  • Utilize protetores para sofá: para manter o estofado limpo e a durabilidade do mobiliário, utilize protetores de tecido ou couro, isso evita manchas e desgastes, especialmente se o sofá estiver em uma área de uso intenso.

Por Bruna Cezario e Redação EdiCase

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