Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Veja os sinais que podem indicar câncer de pele e quando procurar um dermatologista

O câncer de pele é o tumor mais frequente entre os brasileiros, com 220.490 novos casos estimados por ano no país, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o equivalente a cerca de 31% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil. Apesar da alta incidência, muitos pacientes não sabem reconhecer os primeiros sinais da […]

Por Edicase Conteúdo
17/09/2026 12h02, Atualizado há 3 horas

O câncer de pele é o tumor mais frequente entre os brasileiros, com 220.490 novos casos estimados por ano no país, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o equivalente a cerca de 31% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil. Apesar da alta incidência, muitos pacientes não sabem reconhecer os primeiros sinais da doença, o que costuma atrasar a procura por avaliação médica.

Para o dermatologista Carlos Alberto Bruno, o sintoma mais comum não costuma doer nem incomodar. “O sinal que mais aparece é aquela feridinha que não cicatriza, que às vezes fica formando casquinha, sempre no mesmo local e sempre recorrente”, explica.

Segundo o médico, essa lesão pode vir acompanhada de coceira, descamação e, por vezes, sangramento ao mínimo trauma, como passar uma toalha no rosto. Mas, no início, ela costuma ser assintomática.

“Quando já começa a ter esses sintomas mais exacerbados, significa que o câncer já está um pouco mais evoluído”, alerta Carlos Alberto Bruno. Alguns pacientes também relatam ardência no local, mesmo sem outros sinais aparentes, o que reforça a importância de observar qualquer lesão que insista em não cicatrizar.

Regra do ABCDE

Muita gente já ouviu falar da regra do ABCDE, usada para avaliar se uma pinta merece atenção: assimetria, bordas irregulares, mais de duas cores, diâmetro maior que 6 milímetros e evolução, ou seja, qualquer mudança de tamanho, forma ou cor.

Segundo o médico, porém, essa regra vale apenas para o melanoma, tipo mais agressivo de câncer de pele, que costuma surgir a partir de pintas. Já o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, os tipos mais comuns da doença, seguem outra lógica: a da lesão persistente. “Não existe ferida que não cicatriza. Toda ferida que não cicatriza tem que ser pensada em câncer de pele”, afirma.

Principais grupos de risco

Pessoas de pele, olhos e cabelos claros têm maior predisposição ao câncer de pele, mas o histórico familiar também pesa nessa avaliação. Entre 7% e 15% dos casos de melanoma ocorrem em pacientes com parentes que também tiveram a doença, segundo dados reunidos por centros de diagnóstico oncológico, o que reforça que o risco não depende apenas da exposição solar. Queimaduras na infância, principalmente as intermitentes e mais intensas, também aumentam a probabilidade de desenvolver a doença no futuro. “O dano à pele ocorre de forma cumulativa. O sol que a pessoa tomou na infância vai alterando o DNA ao longo das exposições excessivas que ela vai tendo”, explica o dermatologista Carlos Alberto Bruno.

Uma médica dermatologista, vestindo um jaleco branco e óculos, usa um dermatoscópio para examinar atentamente a pele do braço de uma paciente. A paciente tem longos cabelos escuros e usa uma camiseta rosa.
Identificar o câncer de pele cedo pode facilitar a remoção da lesão e evitar procedimentos mais extensos (Imagem: Studio Romantic | Shutterstock)

Importância do diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce muda diretamente o tipo de tratamento e as chances de cura, segundo o dermatologista. “No diagnóstico precoce, a lesão vai estar menor, então é possível fazer a remoção completa sem causar tanto dano à pele saudável ao redor”, afirma.

Quando o paciente demora a procurar avaliação médica, a lesão tende a crescer, o que pode tornar a cirurgia mais extensa e, no caso do melanoma, aumentar o risco de metástase. A proteção física, com uso de chapéu, roupas com proteção UV e protetor solar, segue sendo a medida mais eficaz de prevenção, segundo o médico, à frente até dos fotoprotetores orais que vêm surgindo no mercado.

Atenção às mudanças na pele

Para quem quer começar a se observar com mais atenção, a orientação do médico é simples. “A primeira coisa é sempre se autoexaminar, olhar no espelho e ver se tem alguma lesão, alguma pinta diferente ou uma feridinha que não cicatriza. Em áreas de difícil visualização, como costas e pernas, vale pedir ajuda ao companheiro ou aos pais”, orienta. Fotografar pintas para comparar ao longo do tempo também ajuda, especialmente em quem tem muitas. “E consulta dermatológica de rotina pelo menos uma vez ao ano é uma das medidas mais eficazes”, conclui.

Por Enzo Tres

Tags
Mais noticias

Feijão, carnes, espinafre e mais: 5 receitas ricas em ferro para o almoço  

Homem ateia fogo em residência durante negociação com a PM em Suzano; vídeo

13 estudantes do Alto Tietê são selecionados para programa de intercâmbio em 2027

Veja Também