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Veja resumo dos principais períodos da história do Brasil

O bom desempenho nas provas de História exige conhecimento, e não apenas memorização. Por isso, a professora de História Sarah Resende resume os principais períodos da história do Brasil, para você se preparar para os vestibulares. Confira! Processo de independência Há algumas diferenças básicas entre o processo de independência que aconteceu no Brasil e os […]

15 de abril de 2024

Reportagem de: Edicase Conteúdo

O bom desempenho nas provas de História exige conhecimento, e não apenas memorização. Por isso, a professora de História Sarah Resende resume os principais períodos da história do Brasil, para você se preparar para os vestibulares. Confira!

Processo de independência

Há algumas diferenças básicas entre o processo de independência que aconteceu no Brasil e os que ocorreram na América Espanhola. Vamos relembrar:

  • O Brasil ao proclamar a sua independência adota e permanece com a monarquia como forma de governo. Os outros países da América seguiram como forma de governo a adoção do regime republicano, tal como os EUA, primeiro país a declarar a independência na América e a estabelecer a República como forma de organização política;
  • O fato de o Brasil adotar a monarquia garante a integridade territorial e política. O país não se fragmenta como os da América Espanhola e não passa por uma longa guerra para alcançar a independência;
  • Porém, não se engane. O processo de independência no Brasil não foi pacífico. Logo no Primeiro Reinado ocorreram alguns levantes que contestaram o autoritarismo e a centralização política do imperador. Isso tendo em vista que a primeira constituição do país foi outorgada e previa um quarto poder, o poder moderador, que era uma atribuição exclusiva do imperador e dava a ele autonomia sobre os outros poderes;
  • No Brasil, a luta pela independência foi um processo articulado pelas elites coloniais.

Período Regencial

O Período Regencial foi um dos mais complexos da história do Brasil Império, no qual o país correu um grande risco do fracionamento do território. Para tentar conter as rebeliões, o Ato Adicional de 1834 foi um instrumento de descentralização política, na medida em que decretou a criação das Assembleias Legislativas Provinciais (concedendo mais autonomia às províncias) e da Regência Uma (em que o regente era eleito por tempo determinado de quatro anos).

As principais rebeliões regenciais foram:

  • Cabanagem (Pará: 1835-1840);
  • Balaiada (Maranhão: 1838-1841);
  • Sabinada (Bahia: 1837-1838);
  • Revolução Farroupilha (Rio Grande do Sul e Santa Catarina: 1835-1845).
Ilustração de Dom Pedro I
Quarto poder garantia a autonomia sobre os outros poderes no Brasil (Imagem:Tiago Santos de Souza | Shutterstock)

Sistema parlamentarista

O sistema parlamentarista que o Partido Liberal tentou implantar no Brasil, durante o Segundo Reinado, ficou conhecido como “Parlamentarismo às Avessas”. Isso porque ao invés de seguir o modelo clássico, tal como o inglês – no qual o rei reinava, mas não governava –, no Brasil o rei reinava e governava, porque ele tinha um quarto poder, o Moderador, que garantia a ele autonomia sobre os outros poderes.

Abolição da escravidão

Foi longo o caminho para a abolição da escravidão no Brasil. O Processo começou com algumas leis que precederam a Lei Áurea, de 13 de maio de 1888. A primeira medida efetiva foi a Lei Eusébio de Queiroz, que aboliu o tráfico atlântico de escravos em 1850 (estimulando um tráfico interprovincial). Em 1871, foi sancionada a Lei do Ventre Livre e, em 1885, a Lei dos Sexagenários. Após esse longo processo, foi aprovado pelo Parlamento Brasileiro A Lei Áurea, que extinguiu a escravidão no Brasil.

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