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Você usa pimenta-do-reino todos os dias? Conheça os benefícios e os cuidados com a especiaria

Presente em cozinhas de diferentes partes do mundo, a pimenta-do-reino vai além de conferir sabor e aroma às receitas. A especiaria contém compostos bioativos que têm despertado o interesse de pesquisadores por seus possíveis efeitos no organismo. Entre eles está a piperina, substância responsável pelo sabor picante característico do tempero. De onde vem a pimenta-do-reino? […]

Por Edicase Conteúdo
28/08/2026 11h02, Atualizado há 0 horas

Presente em cozinhas de diferentes partes do mundo, a pimenta-do-reino vai além de conferir sabor e aroma às receitas. A especiaria contém compostos bioativos que têm despertado o interesse de pesquisadores por seus possíveis efeitos no organismo. Entre eles está a piperina, substância responsável pelo sabor picante característico do tempero.

De onde vem a pimenta-do-reino?

A pimenta-do-reino é o fruto da Piper nigrum, planta originária do sul da Índia. A pimenta preta, a branca e a verde pertencem à mesma espécie. O que muda é principalmente o estágio de maturação e a forma como os frutos são processados.

A pimenta preta é produzida a partir dos frutos ainda verdes, que passam por um processo de secagem. Já a pimenta branca é obtida de frutos mais maduros, cuja camada externa é retirada antes da secagem. A pimenta verde, por sua vez, é colhida antes da maturação completa, mas passa por processos que ajudam a preservar sua coloração característica.

Quais são os possíveis benefícios da pimenta-do-reino

A piperina é o principal composto bioativo associado à pimenta-do-reino. Pesquisas experimentais como “In vitro α- amylase and α- glucosidase enzyme inhibition and antioxidant activity by capsaicin and piperine from Capsicum chinense and Piper nigrum fruits”, publicado no Journal of Environmental Science and Health, indicam que a substância pode interferir na atividade de algumas enzimas digestivas, assim como seu potencial efeito antioxidante. Esses resultados, porém, precisam ser interpretados com cautela.

Prato com floretes de brócolis, frango temperado com pimenta-do-reino e tomate, servido sobre uma mesa de madeira. Ao lado, um copo com suco amarelo
A pimenta-do-reino pode integrar uma alimentação equilibrada, mas não substitui estratégias comprovadas para controle do peso (Imagem: liuli01 | Shutterstock)

Pimenta-do-reino ajuda a emagrecer?

Essa é uma das associações mais comuns feitas à piperina, mas a evidência científica ainda não sustenta a ideia de que a pimenta-do-reino seja um alimento emagrecedor. “Existem estudos que investigam possíveis efeitos da piperina sobre metabolismo, adipogênese e obesidade. São interessantes do ponto de vista científico, mas não autorizam afirmar que acrescentar pimenta à alimentação provoque perda de peso significativa em seres humanos”, explica o Prof. Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e palestrante do CBN 2026.

Segundo o especialista, a pimenta pode integrar uma alimentação equilibrada, mas não substitui estratégias comprovadas para controle do peso. “Uma alimentação adequada, a prática regular de atividade física e, quando necessário, o tratamento médico continuam sendo os pilares do cuidado com o excesso de peso”, afirma.

Pimenta-do-reino faz mal para o estômago?

Para a maioria das pessoas, o consumo em quantidades utilizadas normalmente na culinária não representa problema. A situação é diferente para quem apresenta sensibilidade individual a alimentos condimentados. Nesses casos, a especiaria pode provocar ou intensificar sintomas gastrointestinais, como ardência, desconforto ou sensação de irritação. A tolerância varia entre as pessoas.

Também é importante diferenciar a pimenta usada como tempero dos extratos e suplementos concentrados de piperina. As concentrações são muito superiores às encontradas em uma porção habitual de alimento e os efeitos no organismo podem ser diferentes.

Pimenta-do-reino pode ajudar a reduzir o consumo de sal?

Existe uma vantagem prática no uso de especiarias na alimentação: elas aumentam sabor e aroma e podem ajudar a reduzir a dependência do sal para tornar as preparações mais agradáveis. Nesse caso, o benefício não está em um efeito medicinal da pimenta, mas na possibilidade de diversificar os temperos e reduzir o uso excessivo de sódio. A estratégia pode ser combinada com outras ervas e especiarias, como alho, cebola, cúrcuma, alecrim, manjericão e orégano.

Por Andréa Simões 

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