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Volta às aulas: 7 erros na lancheira que podem comprometer a saúde das crianças

O período de volta às aulas traz consigo a animação dos reencontros com os amigos, mas também um desafio diário para pais e responsáveis: a montagem da lancheira. Com a correria da rotina e a busca por praticidade, é muito fácil cair em armadilhas nutricionais que parecem inofensivas, mas que interferem diretamente no crescimento e […]

Por Edicase Conteúdo
28/07/2026 17h02, Atualizado há 0 horas

O período de volta às aulas traz consigo a animação dos reencontros com os amigos, mas também um desafio diário para pais e responsáveis: a montagem da lancheira. Com a correria da rotina e a busca por praticidade, é muito fácil cair em armadilhas nutricionais que parecem inofensivas, mas que interferem diretamente no crescimento e no aprendizado das crianças.

O lanche escolar representa uma oportunidade fundamental para fornecer energia e nutrientes de qualidade no meio da jornada de estudos. Quando esse equilíbrio falha, os impactos vão além da balança, afetando a imunidade, a memória e até o comportamento em sala de aula.

De acordo com o pediatra Antônio Filho, professor da Afya Garanhuns, a refeição intermediária precisa ser encarada como parte essencial da saúde infantil. “O lanche escolar não serve apenas para ‘enganar a fome’ até o almoço ou jantar. Ele impacta diretamente o humor, a capacidade de concentração e o rendimento acadêmico. Um lanche rico em açúcares simples, por exemplo, provoca picos de glicose seguidos de quedas abruptas, o que deixa a criança agitada em um primeiro momento e, logo depois, sonolenta e desatenta para absorver o conteúdo escolar”, explica.

Para ajudar pais e responsáveis a planejarem uma rotina alimentar escolar saudável e prática, veja os 7 erros mais comuns que devem ser evitados e como corrigi-los!

1. Abusar dos produtos ultraprocessados

Biscoitos recheados, salgadinhos de pacote e bolinhos industrializados costumam ser a primeira opção pela praticidade. Contudo, esses produtos são carregados de gorduras saturadas, sódio, corantes e conservantes que irritam a mucosa intestinal e diminuem a absorção de nutrientes vitais.

2. Oferecer “falsos saudáveis”

Muitos pais enviam sucos de caixinha ou bebidas lácteas achocolatadas acreditando que estão oferecendo uma opção nutritiva. Na verdade, a grande maioria dessas bebidas possui uma quantidade de açúcar equivalente à de um refrigerante. A melhor escolha sempre será a água mineral ou sucos 100% integrais e sem adição de açúcar.

3. Esquecer da regra do equilíbrio nutricional

Um lanche completo deve funcionar como uma pequena refeição combinada. Segundo a nutricionista Bárbara Santana, professora da Afya Jaboatão, não precisa ser nada complicado, mas ter diversidade em grupos alimentares.

“A lancheira perfeita não precisa parecer capa de revista, mas deve ter equilíbrio. O segredo é ter sempre três pilares: um alimento ‘construtor’ (fonte de proteína como queijo magro, iogurte natural ou ovos de codorna), um ‘energético’ (carboidratos de boa qualidade, como pão integral, aveia ou bolo caseiro simples) e um ‘regulador’ (frutas picadas ou vegetais como cenoura baby e tomate-cereja), que fornecem as vitaminas e fibras indispensáveis”, orienta.

4. Cair na monotonia alimentar

Mandar a mesma fruta ou o mesmo sanduíche todos os dias pode fazer com que a criança rejeite o lanche e recorra à cantina ou à troca de alimentos com os colegas. Variar as cores, os formatos e as texturas desperta a curiosidade e a aceitação dos pequenos para novos sabores.

Uma menina e um menino estão sentados ao ar livre em uma área verde, fazendo um lanche. A menina, à esquerda, veste um jardineira jeans sobre camiseta branca e relógio rosa, sorri para a câmera enquanto segura um pote de lanche. Ao seu lado, o menino com camisa xadrez segura seu próprio pote de lanche e faz um sinal de "joia" com o polegar. No chão ao lado deles, há uma garrafinha e uma mochila azul.
Manter a temperatura adequada dos alimentos é essencial para evitar a proliferação de bactérias e garantir uma lancheira escolar mais segura (Imagem: EZ-Stock Studio | Shutterstock)

5. Negligenciar a conservação e a temperatura dos alimentos

Enviar iogurtes, queijos ou frutas cortadas em lancheiras convencionais sem isolamento térmico é um perigo silencioso. Em dias quentes, a falta de refrigeração adequada favorece a proliferação de bactérias, podendo causar desconfortos abdominais e intoxicações alimentares.

“A segurança alimentar é um ponto crítico. Se a lancheira contiver itens perecíveis, é fundamental utilizar bolsas térmicas com placas de gelo reutilizáveis para manter os alimentos em temperatura segura até a hora do recreio”, alerta Bárbara Santana.

6. Não envolver a criança na preparação

Preparar a lancheira no piloto automático, sem a participação da criança, reduz o interesse dela pelo alimento. Quando os pequenos ajudam a escolher as frutas no mercado ou a lavar os potinhos no dia anterior, eles se sentem parte do processo e ficam muito mais propensos a comer tudo o que foi enviado.

“Envolver a criança na escolha entre duas opções saudáveis, perguntando, por exemplo, se ela prefere maçã ou uva para o dia seguinte, dá a ela poder de decisão dentro de limites adequados, estimulando a autonomia e a consciência alimentar desde cedo”, destaca a nutricionista e professora da Afya Jaboatão.

7. Ignorar a garrafinha de água

Por fim, o erro mais simples de todos: não enviar uma garrafa de água. Muitas crianças esquecem de beber água na escola se precisarem ir ao bebedouro durante as aulas. A desidratação leve já é suficiente para causar dores de cabeça, cansaço e falta de foco.

Organização facilita uma rotina alimentar saudável

O planejamento é o maior aliado da alimentação saudável. Deixar frutas lavadas, porções de castanhas separadas ou congelar bolos caseiros saudáveis em fatias individuais durante o fim de semana otimiza o tempo na correria e garante que a lancheira seja sempre um abraço nutritivo no meio do dia escolar!

Por Mário Tavares

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