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Amigos se despedem da cantora mogiana Maytê Penteado, que morreu aos 45 anos

Maytê Penteado, nome da música mogiana com interpretações belíssimas do cancioneiro local, faleceu aos 45 anos, na última sexta-feira (9). Com voz doce e afinada, a cantora participou de incontáveis apresentações em territórios e palcos culturais. Nas redes sociais, publicações com trechos de shows e depoimentos fortalecem o sentimento de perda e lamento de músicos […]

9 de julho de 2023

Reportagem de: O Diário

Maytê Penteado, nome da música mogiana com interpretações belíssimas do cancioneiro local, faleceu aos 45 anos, na última sexta-feira (9). Com voz doce e afinada, a cantora participou de incontáveis apresentações em territórios e palcos culturais. Nas redes sociais, publicações com trechos de shows e depoimentos fortalecem o sentimento de perda e lamento de músicos e amigos.

Filha da professora Beatriz dos Reis, militante política com atuação em entidades como o Sindicato dos Professores da Rede Oficial de Ensino, a Apeoesp, e no projeto Linhas do Itapety, e do conhecido músico Odilon da Cunha Melo, Maytê enfrentou complicações de uma comorbidade crônica e problemas nos rins. Foi alvo, há poucos dias, de uma campanha solidária entre amigos para obter uma consulta com um especialista em São Paulo. Ela iria ser incluída na fila por um transplante do fígado, no entanto, as condições de sua saúde, se complicaram. 

Amigos a velaram no Velório Cristo Redentor e ela foi sepultada no Cemitério São Salvador, na manhã de sábado (8).

Maytê deixa os pais, Beatriz e Odilon, a filha Nahome e o neto Yohan, de 3 anos, a irmã Tayná, os sobrinhos considerados filhos, Tyê, Nathan, Maraí e Samira, e muitos, muitos amigos.

Desde muito nova, Maytê capturava o olhar e atenção dos que a ouviam cantar em um período entre o final das décadas de 1980 e 1990 em que festas e bares (Patusca, Alquimia, e os que os sucederam, Lual das Tribos, Baratotal, e todos os outros)  movidos à música popular brasileira reuniam artistas conhecidos e em construção da carreira profissional da cidade, como Rui Ponciano, Ulisses Garcia, Vital de Souza, Celso Andrade, Paulo Henrique, o PH, e outros. 

Nesta roda entre violão e novas canções apresentadas uns aos outros, ao lado da prima, Angélica Juriti, e outras cantoras, inscreveu algo merecedor de registro num ambiente ocupado principalmente por cantores – abriu caminho para outras mulheres que passaram a se destacar e ter lugar de canto e escuta na cena artística da cidade. Fez parte de um movimento que morosamente começou a frutificar, com a descoberta e o holofote centrado em cantoras e compositoras.

Filha de família com tradição na música, ela partilhou de vários palcos pela vida, fazendo participações em obras como “Pico do Urubu”, CD gravado por Rui Ponciano, onde  responde por vocais ao lado da prima Angélica Juriti, nas músicas Mais Seu, Lua Louca e Castelo. 

Na vida particular, foi a filha caçula de Bia, teve franca participação na vida familiar, nos cuidados com os filhos e os sobrinhos-filhos, com afirma sua mãe.

Na vida social, ao lado de outros nomes, como Daniel Trettel, marcou protagonismo na cultura local, como disse Rui Ponciano, destacando a suavidade da voz “extremamente doce e afinadíssima”.

O cantor Vital de Souza afirmou, em suas redes sociais, “Tudo fica oco, tão vazio em saber que você foi para um outro cômodo do mundo… Maytê Penteado tão amorosa, tão menina, difícil acreditar nessa verdade… Seu sorriso, sua voz, seu canto nunca há de se apagar de nossas mentes e do coração… Descanse em paz minha amiga e que Deus conforte o coração de toda família e dos amigos… Inacreditável”.

O jornalista Paulinho Ferreira escreveu: “É! Enquanto isso, meus sentimentos a Beatriz Dos Reis, Odilon Da Cunha Melo Jr., Tayná Penteado, família e todos nós amigos da amável, amada, adorada, cativante, encantadora…essa menina, moça, mulher, que de verdade e lindamente deu o real significado ao nome… RIP Maytê Penteado”

O trecho de uma das músicas mais tocadas em Mogi das Cruzes, “Pico do Urubu”, de 1992, (que muitos se lembram pelo refrão, Amanhece), de Rui Ponciano, foi publicada por Paulinho Ferreira em sua conta do facebook, como lembrança da doce Maytê (veja aqui). No palco, neste vídeo, vê-se os músicos, crianças, Maytê, com sua marca: o sorriso aberto – numa singular tradução da família musical da cidade.

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