Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Curta-metragem ‘Nunca Estarei Lá’ entra em fase final de produção

Nas próximas semanas, deverá ser divulgada a data para o lançamento da segunda produção cinematográfica financiada com recursos da Lei de Incentivo à Cultura de Mogi das Cruzes. O curta-metragem ‘Nunca Estarei Lá’ está em fase de pós-produção, e promete surpresas como a presença de atores e artistas regionais em cena e na trilha sonora. […]

Por O Diário
03/04/2022 15h58, Atualizado há 51 meses

Nas próximas semanas, deverá ser divulgada a data para o lançamento da segunda produção cinematográfica financiada com recursos da Lei de Incentivo à Cultura de Mogi das Cruzes. O curta-metragem ‘Nunca Estarei Lá’ está em fase de pós-produção, e promete surpresas como a presença de atores e artistas regionais em cena e na trilha sonora.

Em 2016, o diretor – Rodrigo Campos, com prêmios internacionais pelo documentário ‘Serráqueos’ fazia um curso de cinema.  Ele conta que uma aula sobre roteiro o instigou a trabalhar um tema flagrante naquele momento: fake news. Além do cenário nacional, já contaminado por muitas notícias falsas, este assunto era objeto de discussões no mundo. Naquela ano, corria a disputa presencial nos Estados Unidos

E Rodrigo estava envolvido com uma campanha política, em Mogi das Cruzes. Uma das pessoas que integrava a equipe “possuía a identidade de um perfil fake”, e se escondia atrás daquele personagem para se sentir mais aceito no mundo virtual. Estava aí a inspiração para o filme.

Enquanto arquitetava as primeiras linhas da história, explodiu no Brasil uma campanha similar àquela vista no estrangeiro. “Com a eleição de 2018 para presidente, veio o ódio super exacerbado, e a questão do fake voltou à tona com muita força”, avalia o diretor, que buscou a ajuda de Tomás Fleck para concluir o roteiro. 

Com o texto formatado, o projeto foi inscrito e aprovado na Lei de Incentivo à Cultura (LIC) de Mogi das Cruzes em 2019. A ideia era filmar o quanto antes, para que a finalização pudesse ser feita com calma. Mas veio a pandemia, paralisando praticamente tudo após março de 2020. “Estávamos cheios de incertezas, muita gente que estava no projeto precisou sair”.

Até novembro de 2020, a produção era apenas nos bastidores. Mas com a queda nos casos da Covid-19, pouco a pouco as movimentações foram retomadas,  com segurança. O objetivo era gravar em março de 2021, o que exigiria dedicação. Como o filme se passa em São Paulo, era necessário autorização para filmar em locais públicos, como o Parque da Aclimação, a Avenida São João e outros endereços. ‘Nunca Estarei Lá’ precisava de um ônibus para a gravação, o que foi cedido por uma empresa de Mogi.

Em março estourou a chamada “segunda onda” da pandemia, com alta dos casos e mortes. Novamente veio uma pausa. Porém, alguns meses depois, já com a primeira dose da vacina, a própria equipe se mobilizou para realizar o projeto, que finalmente começou a ser gravado em setembro.

Além de garantir um cachê para todos os envolvidos, inclusive os figurantes, a verba da LIC possibilitou a utilização de um apartamento, na avenida São Luiz, na capital. O espaço era grande o bastante para abrigar três sets diferentes. Neste local foram 23 dias de produção.

“Pelo menos um terço da equipe técnica é formada por pessoas do Alto Tietê. 60% da figuração era de Mogi e Suzano, e uns 40% de São Paulo”, conta o diretor, que deu preferência a nomes locais. 
Exemplos são a fotógrafa Lethicia Galo, que cedeu o seu olhar para uma das protagonistas, a assistente de direção Renata Abreu e a designer gráfico Diana Santos. Mas o espectador mais atento poderá perceber  vozes conhecidas, ainda que não existam falas no filme. Afinal, a trilha sonora que acompanha a história é tocada e cantada por artistas locais, como Valéria Custódio, Sarah Key, Nandes Castro e Khalil Magno.  

Pós-produção

O filme está no processo de montagem, quando são incluídos efeitos visuais e minuciosa mixagem de som.

“O filme tem a questão de não ter diálogos falados. Então vamos ter que trabalhar muito agora para inserir artes e o trabalho de som que vai ambientar as pessoas na história”, diz Campos.

O responsável pela finalização e artes visuais é Felipe Paixão, do Friends Group Entertainment.  Ao todo, compõem o time entre 60 e 70 pessoas, desde elenco, produção, equipe técnica e outras. Mas não apenas o número de envolvidos, como também a qualidade do trabalho e a rigidez dos protocolos sanitários fazem com que Rodrigo Campos acredite que esta “pode ser uma das maiores produções feitas pela cidade”. 

Sinopse

‘Nunca Estarei Lá’ é um drama que parte da seguinte constatação: “Atualmente as pessoas passam mais tempo na internet do que se comunicando pessoalmente”. Exemplo disso são os protagonistas Ana, Lucas e Gabi, jovens solitários, que residem no centro da cidade de São Paulo e se veem deslocados no mundo real.

É a partir deste enredo que o espectador é convidado a mergulhar em três diferentes camadas sociais. A primeira delas retrata a questão da tecnologia e a mudança na forma de comunicação entre as pessoas, já a segunda aborda a igualdade racial e de gênero, e a terceira discorre sobre as incertezas e o ódio gratuito permeados pelo período eleitoral de 2018.

Financiada com recursos da Lei de Incentivo à Cultura de Mogi das Cruzes (LIC), a produção tem patrocínio do Veran Supermercados, Quasar Transporte e Logística, Otorrino e Alergia Clínica Especializada, Colégio Santa Mônica e mais de 30 apoiadores pessoa física a partir da contribuição via IPTU, além do apoio cultural de diferentes institutos.

Valéria Custódio assina trilha sonora

Sem falas, ‘Nunca Estarei Lá’ usa outros elementos para se comunicar com o espectador. A obra reúne artifícios visuais, como mensagens trocadas entre os personagens, mas também de efeitos sonoros – e de uma trilha sonora com direito a canção original. Quem melhor para ilustrar a história que fala sobre igualdade racial e de gênero, com a presença de protagonistas negros e homossexuais, do que uma cantora mogiana, de pele preta, voz marcante e letras contundentes, questionadoras? Valéria Custódio foi escolhida pelo diretor Rodrigo Campos. ‘Voraz’, a música tema, foi composta tendo como base o roteiro de ‘Nunca Estarei Lá’.

“Conversamos sobre a temática do filme, que dialoga muito comigo, com questões minhas. Me reconheci em vários pontos, como na representatividade”, diz a artista, que comemora a estreia como produtora de uma trilha sonora para cinema. Como o filme parte da constatação de que “atualmente as pessoas passam mais tempo na internet do que se comunicando pessoalmente”, a música revela esta realidade, que na tela, se reflete nos protagonistas Ana, Lucas e Gabi, jovens solitários, que residem na capital e se veem deslocados no mundo real.

Mais noticias

6 orações para o Dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Botão do pânico é acionado após homem invadir escola estadual de Mogi

Tarot do dia: previsão para os 12 signos em 27/06/2026

Veja Também