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Devotos começam a preparar os doces para a Festa do Divino de Mogi

A um mês e um dia para a Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes, devotos vão iniciar os preparativos para a quermesse, que não é realizada desde 2019, quando o mundo nem sonhava com a paralisia chocante que se daria a partir de 2020 após o surgimento de novo coronavírus e da […]

14 de abril de 2023

Reportagem de: O Diário

A um mês e um dia para a Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes, devotos vão iniciar os preparativos para a quermesse, que não é realizada desde 2019, quando o mundo nem sonhava com a paralisia chocante que se daria a partir de 2020 após o surgimento de novo coronavírus e da pandemia da Covid-19. Foram três anos sem o conjunto de ritos folclóricos e populares, mas com o cumprimento da agenda religiosa do maior evento popular da cidade, que costuma reunir milhares de pessoas em atos antigos, devocionais e editados no decorrer dos 410 anos de celebração ao Divino Espírito Santo no município.

Essa é a idade, segundo pesquisas históricas, desse bem imaterial herdado de pais para filhos da cidade que ocupa o 13º lugar entre as mais antigas do Brasil – quando se olha para outros municípios tão antigos quanto Mogi (que é de 1.560) e o tamanho da Festa do Divino mogiana, a comparação fortalece a defesa sobre a singularidade e a revelevãncia dessa manifestação religiosa e folclórica preservada pelos mogianos. E, com um detalhe, o município se tornou uma grande cidade (480 mil habitantes) ainda com registros dos tempos primeiros, com as festas, altares, casarios, culinária e referências da cultura caipira.

Para este ano, a realização da quermesse tem sido preparada, na verdade, desde 2022, quando foram escolhidos e divulgados o nome dos festeiros Josmar Cassola Silva e Maria Tereza Pereira Cassola Silva – que já estiveram neste cargo, anteriormente; e dos capitães de mastro Ricardo Medina Alvarez e Maria de Lourdes Pereira da Silva Medina.

Quem responde por grande parte da festividade que aproxima Mogi das Cruzes do seu passado são ex-festeiros e diretores da Associação Pró-Festa do Divino (presidida pelo ex-festeiro José Carlos Nunes Júnior) e da Mitra Diocesana de Mogi das Cruzes. Tudo ocorre sob a supervisão do bispo diocesano, dom Pedro Stringhini. Nos últimos anos, a Diocese de Mogi das Cruzes apossou-se ainda mais da condução do evento que é católico, mas se espraia para o profano e folclórico, e alternou, em alguns anos, maior protagonismo do colegiado de ex-festeiros.

O tema de 2023 é: “Divino Espírito Santo, fortalecei a Fé e a União nas famílias”. A programação será de 18 a 28 de maio.

Nesta segunda-feira (17), um evento e uma entrevista coletiva à Imprensa apresenta a planificação para o retorno da quermesse. Nos três últimos anos, com maior e menor flexibilização, poucos dos ritos mais concorridos foram reeditados, como a quermesse (que não ocorreu, por questão de segurança) e a Entrada dos Palmitos. Já a Alvorada, o cortejo de devotos com suas bandeiras vermelhas e lacinhos coloridos se manteve impávida, assegurando um dos atos mais valorizados pelo povo, em resumo.

Na segunda, haverá a bênção dos trabalhadores, apelidados de abelhinhas e zangões, na Casa da Festa, às 14 horas, na Associação Pró-Festa do Divino (avenida Francisco Rodrigues Filho, 1.232 – Mogilar). São eles, os devotos que colocam a mão na massa, a força-motriz do festejo beneficente divide a responsabilidade pelas barracas com entidades sociais convidadas. 

Neste dia, começa o funcionamento da grande cozinha, que produz doces típicos e salgados. 

O evento contará com a presença dos festeiros e capitães de mastro, que irão falar sobre os momentos finais de preparativo da Festa do Divino 2023 e o que esperar dela. Na oportunidade, também estarão presentes membros da diretoria, na presidência de José Carlos Nunes Júnior, e ex-festeiros.

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