Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Festa de São Pedro muda de lugar: será na Capela de Santo Alberto nesta quinta (29)

Após dois anos com a realização restrita na casa de antigos moradores da região da Serra do Itapeti, a Festa de São Pedro, marcante por acontecer no dia da semana em que o 29 de junho cair, acontecerá pela primeira vez na Capela de Santo Alberto, uma relíquia histórica e centenária de Mogi das Cruzes […]

Por O Diário
28/06/2023 11h33, Atualizado há 35 meses

Após dois anos com a realização restrita na casa de antigos moradores da região da Serra do Itapeti, a Festa de São Pedro, marcante por acontecer no dia da semana em que o 29 de junho cair, acontecerá pela primeira vez na Capela de Santo Alberto, uma relíquia histórica e centenária de Mogi das Cruzes – no bairro do Itapeti e com acesso pela estrada do mesmo nome, o santuário rural é um dos mais antigos do Estado de São Paulo.

Durante a pandemia, a devoção ficou mais enxuta, mas não deixou de contar com as celebrações e rastros do festejo que, nesta quinta-feira deverá acontecer os elementos que costumam levar para a Serra do Itapeti dezenas de antigos moradores que deixaram o lugar para trabalhar, fazer família. A festa não muda de data, para se adaptar à disponibilidade do público – sempre é feita respeitando o dia do calendário.

Nos últimos dois anos, o produtor artesanal da pinga Beija-Flor, Benjamin Pereira de Paula, cumpriu a tradição legada pelos pais e tios, e realizou a Festa de São Pedro em formato menor – mas com direito à reza e às marmitinhas com a comida saborosa entregue a devotos e conhecidos – numa espécie de delivery.

Amanhã, não. Além de manter a promessa de celebrar o santo juninho, Beja e familiares decidiram levar a comemoração caipira para a Capela de Santo Alberto – anteriormente ela era realizada no casarão antigo da família.

A pandemia mingou, mas não acabou, por agora, com tradições antigas perenizadas por famílias que mantêm casas e sítios na Estrada do Beija-Flor, na Serra do Itapeti. No interior desse patrimônio histórico, cultural e ambiental de Mogi das Cruzes, São Pedro é um dos santos que não foram esquecidos desde 2019, quando a crise sanitária revirou o calendário de eventos sociais e religiosos no lugar onde festas caseiras a santos costumam levar filhos dos filhos das primeiras famílias de volta para encontrados ritmados por rezas, bingo e pratos típicos dali.

Nesta quarta-feira, 29, dia do apóstolo considerado o fundador da igreja católica e detentor das chaves do céu, um grupo menor de moradores e ex-moradores da região repetiram a reza do meio-dia, preparam um almoço e se reuniram na casa de Benjamin Pereira de Paula, o Beja, como é chamado por amigos.

Assim como no ano passado, a reza de São Pedro começou ao meio-dia, com um grupo formado por cerca de 40 pessoas – antes da pandemia, independente do dia da semana em que o 29 de junho caísse, centenas de pessoas se reuniam na casa dos pais de Beja, o senhor Benedito e dona Maria de Paula, conhecidos por terem zelado pela Capela de Santo Alberto, uma das mais antigas de Mogi das Cruzes e do Estado de São Paulo.

Além do terço, um almoço foi servido e marmitex levados a cerca de 100 pessoas – que ainda não puderam desfrutar o mesmo ritual, por causa ainda dos cuidados exigidos pela pandemia – boa parte destas pessoas é formada por patriarcas e matriarcas de famílias que ainda vivem, ou mantêm laços com a Serra do Itapeti.

Em 2021, a expectativa de Beja e familiares já era de voltar com a festa nos moldes anteriores – com o encontro de parentes, vizinhos e amigos de Mogi das Cruzes, Guararema e outras cidades vizinhas. Porém, a imposição sanitária postergou, mais uma vez, esse desejo.

A família Pereira de Paula é conhecida, ainda, por zelar um dos mais ricos altares caipiras de Mogi das Cruzes, em uma das casas centenárias ainda resistentes à ação do tempo e outras contigências como o interesse dos filhos em seguir os passos dos pais e avós. É dali, ainda, que a fabricação artesanal da pinga Beija-Flor resiste e caracteriza outro pulmão da região do Itapeti (no passado, tudo o que era consumido era feito pelas próprias famílias do lugar, ou adquirido de viajantes que seguiam entre o Rio e São Paulo pelas estradas antigas da cidade).

Na Serra do Itapeti, São Pedro e outros santos, como Santo Alberto e o Divino Espírito Santo fomentam um calendário caipira e diverso de festas anuais. Mesmo com o desmembramento de muitos imóveis e o franco desenvolvimento de chácaras e sítios, essas tradições ainda são tocadas, como O Diário tem acompanhado desde os anos 1990, quando o furto de peças centenárias na Capela de Santo Alberto, originou uma parceria entre as unidades de São Paulo (USP) – por meio do Museu do Ipiranga, de Mogi das Cruzes (UMC) e a Braz Cubas (UBC) para um levantamento arqueológico sobre a região da capela de taipa de pilão, datada do século XVII.

Orações, bingo e pratos típicos serão preparados para servir os convidados – em geral, vizinhos e filhos de antigos moradores que se disperçaram por motivo como o trabalho e o casamento por outros bairros da Mogi e cidades, como Guararema e as do Vale do Paraiba.

A fé e os agrados típicos aos santos como São Pedro e Santa Catarina resistem em algumas moradias daquela região – são encontros caseiros, salpicados por ritos como rezas e danças como as dedicadas a São Gonçalo.

A família Pereira de Paula é uma das guardiãs de costumes e fazeres da Serra do Itapeti e ainda mantém a casa centenária, conhecida por um dos mais completos altares caipiras da cidade – divisões internas, no entanto, fizeram com que a festa mudasse de lugar.

Na Serra do Itapeti, São Pedro e outros santos, como Santo Alberto e o Divino Espírito Santo fomentam agenda de encontros durante todo o ano.

Desde 1990, essa cultura serrana e religiosa se tornou mais conhecida após um famoso e lamentável furto de peças centenárias na Capela de Santo Alberto – esse fato originou uma parceria entre as unidades de São Paulo (USP) – por meio do Museu do Ipiranga, de Mogi das Cruzes (UMC) e a Braz Cubas (UBC) para um levantamento arqueológico sobre a região da capela de taipa de pilão, datada do século XVII.

 

Mais noticias

Lesão sofrida por Neymar não deve afastar atacante da estreia na Copa, explica especialista do Imot

Horóscopo do dia: previsão para os 12 signos em 28/05/2026

Quinta-feira, 28 de Maio 2026

Veja Também