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No mês das festas juninas, cultura caipira é destaque na programação do Sesc de Mogi

Sesc Mogi aproveita Junho para revisitar a cultura caipira e faz memória a maior de suas representantes: Inezita Barroso

Por O Diário
15/06/2025 10h27, Atualizado há 10 meses

Mural na área de Convivência da Unidade remete ao projeto que abre de 19 a 29 de junho | Paulo Dias

A partir do dia 19 de junho, o Sesc Mogi das Cruzes será totalmente revestido da Cultura Caipira. Aproveitando as inspirações do mês junino, a unidade mogiana vai além e traz à tona o centenário de uma artista conhecida da cidade: Inezita Barroso.

O ano de 2025 marca o centenário de Inezita Barroso. Cantora, instrumentista, pesquisadora, apresentadora, arranjadora e atriz, ela desempenhou um papel essencial na visibilidade da música raiz e de seus compositores, e trilhou caminhos que serviriam também a outras mulheres dentro do gênero sertanejo.

O projeto Inezita Barroso: 100 anos de viola e pioneirismo homenageia sua trajetória multifacetada, marcada por quatro décadas à frente do programa Viola, Minha Viola, onde seu trabalho se tornou um elo entre memória e renovação, cultivando tradições e abrindo espaço para novas gerações de talentos.

Ao celebrar essa história, o Sesc reafirma seu compromisso com a valorização do patrimônio cultural, promovendo ações que registram, preservam e compartilham saberes, narrativas e expressões artísticas de diferentes grupos. Honrar Inezita é manter vivas as referências e descobertas sobre um Brasil profundo e diverso, da música da terra, garantindo que seu impacto siga ressoando no tempo e atravessando fronteiras.

Programação marcada pela moda de viola e costumes juninos

Renato Teixeira é um dos cantores convidados pelo Sesc Mogi das Cruzes para também celebrar o centenário de Inezita Barroso. Seu show no dia 28/6, sábado, (ingressos à venda) é antecedido por outras cinco apresentações musicais, entre elas a do violeiro Paulo Freire, na abertura desse projeto (19/6), que não é apenas um reconhecimento de seu legado artístico, mas também um tributo à moda de viola e à cultura caipira.

As comidas típicas dessa época poderão ser degustadas na Casa de Inezita, atividade conduzida pelas Comadres da Roça e que remetem ao restaurante e café mantido, por alguns anos, pela cantora. O acesso se dará por ingressos vendidos antecipadamente. Além disso, o Turismo Social, preparou um típico Passeio na Roça, visando dar aos participantes a vivência do dia a dia nesse ambiente mais rural e longe do burburinho urbano. Esta atividade externa, acontecerá no sábado, 28/6, das 9h às 13h, e tem venda antecipada, na Central de Atendimento.

Sobre Inezita

Ignez Magdalena Aranha de Lima, ‘Inezita Barroso’, nasceu em 4 de março de 1925, e já demonstrava talento musical desde a infância. Aprendeu violão aos sete anos e posteriormente piano e viola. A moça que estava destinada ao casamento como de costume, não renunciou ao seu potencial artístico.

Nos anos de 1950, deu início à sua carreira e definitivamente nunca mais parou. Foi cantora de rádio e atriz de cinema com diversas premiações. Inezita Barroso lançou, em mais de seis décadas, cerca de 80 discos. Durante 35 anos esteve à frente do programa “Viola, Minha Viola”, transmitido pela TV Cultura, espaço marcado pelo sertanejo raiz e a apresentação de novos artistas, muitas vezes marginalizados pela indústria musical.

Além disso, ela foi professora universitária, lecionou sobre o folclore brasileiro, durante 15 anos na Universidade Mogi das Cruzes (UMC) e contribuiu significativamente para a valorização da cultura popular. Com seu sorriso, espontaneidade e ineditismo, Inezita quebrava as convenções sociais de sua época e avançava com a cultura popular.

Identidade caipira

A identidade caipira resiste, manifestada por um repertório de práticas culturais e artísticas profundamente ligadas à vida cotidiana, ao campo e às festas religiosas. A devoção aos santos juninos vem acompanhada de uma típica culinária, expressa por ícones como o fogão à lenha, o bolo de fubá, a pamonha na folha de caetê, a paçoca, o pinhão e o café coado no filtro de pano e servido na caneca de ágata, além da música, caracterizada pela viola e pelas cantorias que narram a lida com a natureza e os afetos que perpassam as histórias do povo. Nesse sentido, registrar e difundir as obras de artistas e mestres da tradição tem sido fundamental para a permanência de tais temas no imaginário popular.

O interior de alguns estados brasileiros, como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná, abriga os chamados territórios caipiras — comunidades tradicionais que fundamentam seus modos de vida em saberes empíricos. Cidades do entorno imediato da capital paulista, como Mogi das Cruzes, Salesópolis e Biritiba-Mirim, tiveram suas bases de formação marcadas pela presença dessas populações, que, atravessadas pelo desenvolvimento urbano e tecnológico passaram por transformações significativas.

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