Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Astro do Mogi Basquete, Fúlvio Chiantia de Assis, fala sobre chegada do time ao Super 8

A surpreendente chegada do Mogi Basquete ao Super 8, evento que reúne os oito primeiros da tabela de classificação do Novo Basquete Brasil (NBB) em confrontos eliminatórios com cruzamentos olímpicos, resultou de um grande esforço coletivo de uma equipe que passou por um difícil e amplo processo de reestruturação interna exigido pela perda de grandes […]

Por O Diário
15/01/2021 17h53, Atualizado há 60 meses

A surpreendente chegada do Mogi Basquete ao Super 8, evento que reúne os oito primeiros da tabela de classificação do Novo Basquete Brasil (NBB) em confrontos eliminatórios com cruzamentos olímpicos, resultou de um grande esforço coletivo de uma equipe que passou por um difícil e amplo processo de reestruturação interna exigido pela perda de grandes patrocinadores e o consequente afastamento de suas maiores estrelas.
Ao técnico Guerrinha coube a missão de recompor o grupo e obter o máximo de um time modesto, mas aguerrido, procurando extrair o melhor que cada jogador poderia oferecer.

Entre as especialidades de cada um deles estava, por exemplo, a experiência de um atleta que já passou por quase duas dezenas de clubes do Brasil e exterior, além de ter servido em várias oportunidades à Seleção Brasileira.

Aos 39 anos, 1m83 e 90 kg, o armador da camisa #2, Fúlvio Chiantia de Assis, paulistano que viveu parte da infância e adolescência em Limeira, onde descobriu o basquete, impressiona pela vitalidade em quadra e por não se importar em dividir com companheiros mais jovens o que aprendeu durante mais de duas décadas em diferentes cidades, onde conviveu com os principais jogadores e técnicos do basquete nacional e internacional.
Fúlvio é um antigo conhecido da torcida do Mogi, pois já passou pela cidade entre 2002 e 2004, nos tempos do Valtra/Corinthians. Uma época bem diferente da atual. 

“Mudou muita coisa, tanto na estrutura como nos jogadores, que são de outra geração e jogam um basquete muito mais moderno, que é o praticado atualmente”, diz ele, lembrando-se dos tempos do chamado “jogo dos cinco contra cinco”. Hoje tudo mudou, “você explora muito mais a transição, os contra-ataques, num jogo muito mais físico. O basquete só cresceu daquela época para cá”, assegura. 

Fúlvio teve de se adaptar a tudo isso, “sempre inovando” e procurando tirar proveito das modernas quadras e da preparação física, com apoio da fisioterapia e de preparadores físicos que o ajudam a manter a invejável forma. Graças a tudo isso, o armador já veterano é capaz de ostentar um scout de fazer inveja a muito jovem. Somente na atual fase do Novo Basquete Brasil (NBB), ele mantém uma média de 14,5 pontos por jogo, 4,6 rebotes, 9,2 assistências, alcançando um índice de eficiência de 20,2.

São números que colaboraram de maneira decisiva para que a equipe alcançasse a sonhada vaga no Super 8, uma conquista que Fúlvio não se cansa de comemorar. “Foi uma excelente classificação; o time veio de uma renovação quase completa e então a gente fica feliz por ter conquistado essa vaga no último jogo. Mogi é uma equipe que vem evoluindo e acredito que, no próximo turno, poderá render ainda mais”.

Fúlvio só lamenta o fato de a pandemia do novo coronavírus ter mexido tanto com o esporte, a ponto de impedir que os torcedores pudessem comparecer aos jogos para apoiar o time.

“Essa foi a pior das notícias: saber que não iria ter o torcedor ao nosso lado, na quadra. A pandemia acabou atrapalhando o próprio NBB na temporada passada, quando nós estávamos fazendo uma excelente campanha. Nós começamos esse período já sabendo que não teríamos a torcida presente ao nosso lado. Aqui em Mogi, que tem o Hugão (Ginásio de Esportes Professor Hugo Ramos) sempre cheio, a torcida sempre nos motiva e impulsiona a cada jogo. Foi um fator negativo, embora todos os demais times também tenham fica sem seus torcedores”, garante.

“Precisamos saber tirar lições disso tudo e acostumar com o novo normal”, completa.

O jovem de limeira

Os tempos são outros. E bem diferentes daqueles anos 90 em que o jovem Fúlvio, morador de Limeira, só pensava em praticar as mais diferentes modalidades esportivas. Até que, levado pelo irmão mais velho, Flávio Chiantia de Assis, acabou integrando um grupo onde o basquete era a principal atração. Ele logo tomou gosto por aquilo. No final da década, já era titular do Nosso Clube de Limeira e se apaixonava cada vez mais por aquele esporte, à medida que a equipe ia vencendo torneios intermunicipais e interestaduais.

Não demorou para que o jovem Fúlvio recebesse um convite para jogar no Paulistano, da Capital, mesmo sendo juvenil. Veio para a 2ª Divisão do Paulista e como não houve competição naquele nível, acabou aproveitado no time principal. E o que era um hobby, tornou-se profissão. “Foi tudo natural e quando me dei conta, já estava jogando e era protagonista nas equipes em que eu passava”, conta. Depois do Paulistano vieram Unit/Uberlândia, Casa Branca, Franca, COC/Ribeirão Preto, Mogi, Lobos Brasília, Assis, Trotamundos (Venezuela), Roseto Sharks (Itália), Granada (Espanha), São José, Bauru, entre outros.

Com um perfil como esse, chegar à Seleção Brasileira não foi difícil. A primeira convocação partiu do técnico Lula Ferreira, que tinha como assistente o ex-jogador Guerrinha, atual técnico do Mogi. Pela Seleção, Fúlvio foi vice-campeão Sul-Americano, em 2004, uma de suas principais conquistas. O jogador já perdeu a conta de outros títulos conquistados pelas equipes onde passou. Só pelo São José Basketball foi tri-campeão paulista, entre 2009 e 2012. Mas há muitas outras conquistas.

Perto de se tornar “quarentão”, no dia 15 de agosto, Fúlvio já não tem esperanças de voltar à Seleção, mesmo estando em excelente forma física e técnica.

“Seleção está na história, uma história bonita, da qual eu muito me orgulho”, afirma ele.  “Acho que fui referência no quesito ‘assistências’ para a nova geração; por isso, fico feliz quando me pedem conselhos, ou citam o meu nome ao falar da posição de armador”.

Dizendo-se feliz por tudo que conquistou até hoje, o atual morador da Vila Oliveira, casado com Roberta  e pai de Giovanna e Gabriel, não tem planos de parar tão cedo, até porque ainda tem um sonho que o faz permanecer nas quadras, ativo como atleta e com a inconfundível tiara, sua marca registrada:

 “O meu único desejo é conquistar o NBB, um sonho que ainda não alcancei; mas enquanto o meu corpo me deixar jogar, eu vou ter esperanças e vou em busca disso.”

Mais noticias

Ação resgata oito cães em situação precária no Jardim Monte Cristo

Homem morre após se afogar em cachoeira de Salesópolis

Micoses e fissuras na pele: veja como se proteger durante o verão

Veja Também