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Atleta de Mogi se prepara para competir em Mundial de jiu-jitsu

A jovem Luna Hime Masuda Guimarães, de 17 anos, é uma atleta mogiana que vem se destacando no cenário nacional e internacional do jiu-jitsu. Em maio, ela disputará o campeonato brasileiro – nas divisões peso-galo e faixa azul –, em Barueri, São Paulo. Em junho, encara o campeonato mundial, que acontecerá na cidade de Los […]

8 de abril de 2023

Reportagem de: O Diário

A jovem Luna Hime Masuda Guimarães, de 17 anos, é uma atleta mogiana que vem se destacando no cenário nacional e internacional do jiu-jitsu. Em maio, ela disputará o campeonato brasileiro – nas divisões peso-galo e faixa azul –, em Barueri, São Paulo. Em junho, encara o campeonato mundial, que acontecerá na cidade de Los Angeles, Califórnia, nos Estados Unidos. Ambas as competições são da Federação Internacional de Jiu-Jitsu Brasileiro (IBJJF). A história dela, que treina com a mãe faixa preta, mostra a importância do apoio da família no mundo do esporte, além de refletir trajetórias de outros jovens que lutam para superar os obstáculos também fora dos tatames. 

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Recentemente, a atleta sagrou-se campeã pan-americana em competição realizada em Kissimmee, na Flórida – EUA, aumentando sua coleção de títulos, que já inclui os campeonatos sul-americano IBJJF, o paulista FOJO e o mundial CBJJE, em SP. 

O sonho dela é se tornar campeã mundial em todas as faixas, até o nível profissional. Até lá, é uma longa viagem, mas ela vem se provando uma forte expoente da cidade enquanto tenta driblar as adversidades e conciliar os estudos. 

Luna, moradora do Parque Santana, em Mogi, começou no judô desde a infância e migrou para o jiu-jitsu aos 13 anos. Atualmente, é faixa azul e treina na Academia Guigo, em São Paulo, com o Professor Guigo, e na Escola Luciano Marcos Martins Jaba, em Mogi das Cruzes, com os professores Michelle Masuda e Luciano Marcos, o Jabá. A atleta foi homenageada na última sessão da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, onde ressaltou a importância do esporte em sua vida.

Já aos 13 anos ela participou da primeira competição profissional e aí não parou mais. A atleta começou a treinar em Mogi e passou também a praticar em São Paulo. “Fui buscar um nível mais profissional, mas mantenho minha base aqui em Mogi”, conta Luna que concilia também os estudos da escola com o esporte. 

A campeã já compete na categoria adulta e conta que se prepara para sua competição mais difícil até então. O Mundial na Califórnia. Luna lembra que as competições de jiu-jitsu são separadas em peso, faixa e também na federação. Com a competição da BJJF nos EUA, ela encarará garotas destaques em seus países. 

Apoio

Ela acabou de vencer o pan americano, após quatro lutas. “Minha primeira competição internacional. Se não fosse pelo esporte eu não sei quando eu conheceria outro país”, admite, feliz. 

As dificuldades vão além das lutas. Há ainda muito trabalho nos bastidores. “Só conseguiu ir para o campeonato porque ganhei apoio de um patrocinador. Para pagar a taxa inscrição nós fizemos rifas”, partilha, acrescentando que viver do jiu-jitsu, principalmente no  começo de carreira é uma tarefa complicada.

“É difícil custear essas viagens para quem ainda está começando, para quem ainda não é faixa preta, tem que correr muito atrás”, avalia. 
Pensando na agenda deste ano, Luna também abriu uma vaquinha, que ainda começará a ser divulgada. Ela estima que os gastos para participar fiquem em torno de R$ 7 mil.

O link para interessados em ajudar é o https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-uma-atleta-a-lutar-o-campeonato-mundial
Olhando para a frente, ela tem boas expectativas para o mundial. “(No pan) eu peguei no kimono de meninas de fora, senti a força do meu jiu-jutsu. Estou treinando bastante para dar o meu melhor lá”, conta esperançosa.

Ela treina praticamente durante toda a semana. Foca a preparação física, musculação, exercícios. 

Luna afirma que começou a treinar jiu-jitsu por conta da mãe, que já é faixa preta. “Eu quis parar no judô, mas ela me incentivou”, lembra. 
Ela explica que se apaixonou  após a mudança. Na avaliação dela o “jiu-jitsu está sempre se inovando. É como se não tivesse um limite. Todo dia vai surgir uma posição nova. O competidor precisa ser muito inteligente, não é só força”, conceitua, ao citar que a luta foi criada para que o “fraco pudesse derrotar o mais forte fisicamente”.

“O jiu jitsu é pra qualquer pessoa. Pode dar muita disciplina, ajuda a ter autoconfiança, fora que é uma forma de aprender a se defender nesse mundo perigoso”, conta. 

A mãe de Luna, Michelle, sabe bem da importância do esporte. Ela já deu aulas para crianças da Abrac – Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes. 

O projeto foi interrompido por conta da pandemia, mas pode um dia voltar. 

Com apenas 17 anos, Luna já tem um currículo impressionante, tendo sido campeã paulista, brasileira, sul-americana e mundial. Mas, na avaliação dela, sua carreira está apenas começando.

“A minha meta principal é ser campeã mundial em todas as faixas, até o nível profissional. Ainda tem o sonho de cursar engenharia química”, conta ela. 

Atletas de Mogi

Assim como Luna, outras duas atletas de Mogi das Cruzes tiveram medalhas no pan americano. São elas: Maria Birolli, faixa roxa super pesado, com medalha de ouro e Tamiris Silva, faixa preta super pesado, com medalha de bronze. 

Homenagem

No último dia 29, durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, foi aprovada a Moção nº 38/2023. A proposta, de autoria do vereador Johnross (Podemos), consignou votos de aplausos e congratulações à Luna.
Ela subiu em plenário onde foi homenageada pela Casa.

O esporte 

O jiu-jitsu é uma arte marcial que tem se tornado cada vez mais popular em todo o mundo.Com suas técnicas de luta que enfatizam o uso da alavancagem e do equilíbrio para derrubar o oponente, é uma forma de autodefesa.

No jiu-jitsu, o objetivo é derrubar o oponente e imobilizá-lo. Através do treinamento, os praticantes aprendem a utilizar a força do oponente contra ele mesmo, tornando o jiu-jitsu uma forma de luta eficaz para pessoas de todos os tamanhos. 

Além de ser uma forma de autodefesa, a prática gera benefícios físicos e mentais. O treinamento constante ajuda a melhorar a força, a flexibilidade e a resistência, enquanto aumenta a confiança e a disciplina.

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