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Breaking entra nas Olimpíadas e Mogi quer incentivar a prática

O breaking é uma aposta que tem tudo para ser sucesso nos Jogos Olímpicos, a partir de 2024 – a vez de Paris. O estilo de dança urbana, elemento da cultura hip-hop e sinônimo de resistência e expressão, possui diferentes vertentes e pilares, que mesclam a arte e o esporte como um estilo de vida. […]

Por O Diário
02/12/2021 16h15, Atualizado há 53 meses

O breaking é uma aposta que tem tudo para ser sucesso nos Jogos Olímpicos, a partir de 2024 – a vez de Paris. O estilo de dança urbana, elemento da cultura hip-hop e sinônimo de resistência e expressão, possui diferentes vertentes e pilares, que mesclam a arte e o esporte como um estilo de vida.

Recém-incluída na programação olímpica, a modalidade deve ganhar fôlego nos próximos anos, similar ao observado com a inclusão do skate em Tóquio. Essas duas práticas, aliás, lutaram por anos contra a marginalização e seguem provando valores, fortalecendo laços e criando comunidades. Mogi das Cruzes está de olho para surfar nessa onda, e quem sabe ter um representante de peso no futuro. 

Adeptos deste segmento e das secretarias municipais de Cultura e Esporte de Mogi analisam a criação de um centro de treinamento próprio do breaking na cidade, munido dos equipamentos necessários para a prática e instrutores nos próximos semestres. Também são discutidas ideias para fomentar esse universo aos mais jovens nas escolas.

São feitos levantamentos de locais para receber este espaço. Um ponto namorado é o Centro de Ginástica Artística Adolfo Martini, na Vila Industrial. Assim como funciona com o basquete, por exemplo, para chegar ao alto nível competitivo é necessário muito treino e incentivo, segundo destaca o dançarino e humorista Márcio Pial, diretor da Casa do Hip-Hop de Mogi que “vive” essa dança há mais de 25 anos. 

“Temos muitas pessoas talentosas em Mogi, mas, que por causa de certas dificuldades não conseguem se desenvolver. Como qualquer esporte profissional, é necessário incentivo”, comenta ao defender a ideia. 

Pial diz que enxerga a inclusão do breaking nas Olimpíadas como “algo fenomenal”.  “É uma cultura de rua, que vem das periferias, ganhando mais espaço e reconhecimento”, conta. “Assim como aconteceu com o skate, mais olhos devem se voltar para o breaking, atraindo mais participantes”, avalia. 

Ele explica que essa cultura já foi bem mais forte em Mogi, e no País, de forma geral. “Nos anos 90, nós tínhamos vários crews (como são chamados os grupos que praticam o breaking). Mesmo sem incentivo íamos para as ruas e para competições”, lembra.

Pial conta que existe grande lacuna de b-boys e b-girls em Mogi. Os nomes se referem as pessoas que se dedicam ao breaking.

“A cidade conta com bons poucos b-boys, e apenas uma b-girl, a Dani”. Reflete também que todo incentivo é bem-vindo, outro argumento para a instalação do novo centro.

Enquanto a ideia não sai do papel, aulas e oficinas continuam sendo oferecidas, de forma gratuita, na Casa do Hip-Hop de Mogi, que traz muito mais desse universo.

O b-boy Luska atua como professor de breaking no espaço. Ele também tenta agregar outras danças urbanas em suas oficinas, sempre defendendo essa modalidade como forma de autoconhecimento. 

Luska também comemorou a inclusão nas Olimpíadas: “Eu acho um grande passo, ‘tá ligado’. É bonito de ver uma dança que desde o começo era discriminada ganhar esse destaque internacional”. “Espero que seja um ‘clique’ para os municípios perceberam que é necessária estrutura própria para a prática, algo que beneficiará também a sociedade no geral”, comenta.

“Incentivando a arte e o esporte, todos ganhamos. Mais pessoas se encontram”, acrescenta ele. 

O dançarino conta que o breaking, assim como outros pilares da cultura hip-hop, envolvem muita paixão. “É uma forma que encontramos de nos expressar, criar amizades e evoluir”. Mais sobre o trabalho dele pode ser conferido no seu perfil do Instagram: @lsukarz, onde inclusive posta tutoriais de passos de dança. 

 

Aposta para 2024

O breaking fez parte dos Jogos Olímpicos de Verão da Juventude Buenos Aires 2018 e chamou atenção do público. O torneio na Argentina não teve a presença de b-boys e nem de b-girls brasileiros. Depois disso veio o anúncio da inclusão da dança nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, pegando muita gente de surpresa. 

Fundado em 20 de fevereiro de 2013, o Conselho Nacional de Dança Desportiva (CNDD) é associado ao World Dancesport Federation e promove, orienta, regula e realiza campeonatos de dança esportiva no país. A entidade está otimista com a estreia em Paris 2024. 

“É a primeira dança que entra no programa olímpico e as minhas expectativas são as mais altas possíveis. Acho que vamos fazer com que as pessoas vejam que aquela prática que elas fazem em casa, por exemplo, pode ser feita de uma maneira profissional e esportiva. As pessoas vão começar a ver a dança na pista, nas disputas. Então, por isso, eu estou muito otimista. Eu tenho certeza que vamos influenciar às pessoas a dançarem e se movimentarem” contou o Presidente da CNDD. 

Criado no Bronx, na cidade de Nova York, durante os anos 70, o breaking (ou breakdance) é um estilo de dança de rua que faz parte da cultura do Hip Hop – nascido e praticado nas comunidades afro-americanas e latinas. Dividido em fundamentos, o breaking é movimento puro. Se divide em muitos giros, saltos, acrobacias – exigindo certo preparo muscular -, geralmente sendo disputado em círculos, nos quais os b-boys e b-girls se apresentam um a um.

O aperfeiçoamento leva tempo. A prática já foi mais popular na década de 90. 

Casa do Hip-Hop
A Casa do Hip-Hop é um espaço de cultura localizado rua Cel. Cardoso de Siqueira, concebido para fortalecer a cena Hip Hop de Mogi. O local é aberto ao público e oferece diversas oficinas de DJ, breaking, grafite e mais, ao longo do ano. Para acompanhar as novidades, vale ficar de olho nas redes: O Facebook é @CasadoHipHopMogi

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