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Direto de Suzano, Evelyn Oliveira será porta-bandeira do Brasil nas Paralimpíadas

Suzano e a região do Alto Tietê estão bem representadas: a medalhista de Suzano  Evelyn Oliveira – multicampeã da bocha – será a porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura da Paralimpíada de Tóquio, ao lado de Petrúcio Ferreira, do atletismo. A dupla representará a delegação nacional composta por 260 atletas (164 homens e 96 mulheres) no desfile do evento, […]

Por O Diário
17/08/2021 18h59, Atualizado há 63 meses

Suzano e a região do Alto Tietê estão bem representadas: a medalhista de Suzano  Evelyn Oliveira – multicampeã da bocha – será a porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura da Paralimpíada de Tóquio, ao lado de Petrúcio Ferreira, do atletismo.

A dupla representará a delegação nacional composta por 260 atletas (164 homens e 96 mulheres) no desfile do evento, programado para o próximo dia 24, às 8h (horário de Brasília), no Estádio Nacional do Japão. 

Nos Jogos, Mogi também será representada pelo campeão paralímpico de bocha em Londres e morador da ‘terra do caqui’, Maciel Santos, 35 anos, que já está em Tóquio. 

Multicampeões, Petrúcio e Evelyn conquistaram medalha de ouro na Rio 2016, no atletismo e na bocha, respectivamente, as duas modalidades que mais subiram ao pódio pelo país na história dos Jogos, segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

De Suzano, Evelyn é um exemplo para toda a região. Mas além de toda a dedicação com o esporte, a vida que lapidou essa atleta. Diagnosticada com Atrofia Muscular Espinhal – uma síndrome que afeta o sistema neuromuscular causando perda de força e atrofia dos membros superiores e inferiores – ela foi alfabetizada pelos pais durante a infância. Não havia estrutura escolar na rede pública para atendê-la. Os pais também não tinham condições de prover a ela uma cadeira de rodas. Mas, ela não desistiu (relembre a trajetória aqui).

Estreante na Rio 2016, Evelyn faturou o ouro para o país nas duplas mistas na bocha classe BC3 (deficiência muito severa), com Evani Soares e Antonio Leme. Antes, a atleta já conquistara o ouro no individual e nos pares dos Jogos Parapan-Americanos de Lima (Peru em 2019, e o ouro nos pares na Copa América de Montreal (Canadá), em 2015.

“Para mim, é uma honra muito grande poder representar todos os atletas. Estava no jantar quando fui chamada para receber o convite. Na hora, até pensei que tinha cometido algum erro. Não esperava participar sequer da abertura dos Jogos”, completou a atleta da classe BC3 da bocha.

Velocista da classe T47 (amputados de braço), o paraibano Petrúcio coleciona dois ouros no Parapan de Toronto (Canadá) em 2015 nos 100 metros e 200m. Na Rio 2016, além do ouro nos 100m, ele faturou duas pratas: nos 400m e no revezamento 4x100m.

“Na minha segunda edição de Jogos e já ter essa honra. Fica difícil descrever do tamanho da alegria, representar toda uma nação, todos os atletas, e todo o Movimento Paralímpico e para as pessoas com deficiência. Seria ainda mais legal se tivesse público [no estádio], mas é um privilégio só estar lá com a bandeira do nosso país, fico sem palavras”, afirmou Petrúcio, em depoimento ao CPB. 

No desfile da delegação brasileira, Evelyn e Petrúcio estarão acompanhados por Ana Carolina Alves, técnica da classe BC4 da bocha e staff, além do de Alberto Martins,  diretor técnico do CPB. omitê Paralímpico Brasileiro (CPB). 

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