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Investigadores da OMS visitam instituto de virologia em Wuhan, na China

Investigadores da Organização Mundial de Saúde (OMS) visitaram nesta quarta-feira, 3 (no horário local da China, noite de terça-feira no Brasil) o Instituto de Virologia de Wuhan, centro de pesquisa que, segundo alegações não comprovadas, estaria relacionado à origem do coronavírus. A visita faz parte de uma missão de coleta de dados que busca entender […]

Por O Diário
03/02/2021 15h54, Atualizado há 70 meses

Investigadores da Organização Mundial de Saúde (OMS) visitaram nesta quarta-feira, 3 (no horário local da China, noite de terça-feira no Brasil) o Instituto de Virologia de Wuhan, centro de pesquisa que, segundo alegações não comprovadas, estaria relacionado à origem do coronavírus. A visita faz parte de uma missão de coleta de dados que busca entender como o vírus surgiu e se disseminou.

Um dos principais laboratórios de pesquisa de vírus da China, o instituto construiu um arquivo de informações genéticas sobre coronavírus em morcegos após o surto de Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2003. Esse levantamento levou às alegações de que o centro poderia estar ligado ao surto original de covid-19 em Wuhan, iniciado no final de 2019.

A China negou veementemente a possibilidade. O país promoveu teorias de que o vírus pode ter se originado em outro lugar ou ter vindo do exterior através da importação de frutos do mar congelados, uma hipótese rejeitada por cientistas e agências internacionais.

A vice-diretora do instituto é Shi Zhengli, uma virologista que trabalhou com Peter Daszak, zoólogo na missão da equipe da OMS, para rastrear as origens da SARS que se originou na China e levou ao surto de 2003. Ela se empenhou em derrubar as teorias defendidas pelo ex-presidente dos EUA Donald Trump de que o vírus seria uma arma biológica ou um “vazamento de laboratório” do instituto.

Após duas semanas em quarentena, a equipe da OMS, que inclui especialistas de dez países, visitou hospitais, institutos de pesquisa e um mercado tradicional vinculado a muitos dos primeiros casos de covid-19 em Wuhan. A visita ocorreu após meses de negociações, enquanto a China busca manter um controle rígido sobre as informações sobre o surto e a investigação de suas origens, possivelmente para evitar a culpa por supostos erros em sua resposta inicial.

A confirmação das origens do vírus pode levar anos. Uma das possibilidades é que um caçador de animais selvagens tenha passado o vírus a comerciantes que o levaram para Wuhan.

Os primeiros “clusters” de covid-19 foram detectados em Wuhan no final de 2019, levando o governo a colocar a cidade de 11 milhões de habitantes sob estrito bloqueio por 76 dias. Desde então, a China relatou mais de 89 mil casos e 4.600 mortes. (Fonte: Associated Press).

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