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Legado e tradição: Mogi Beisebol se reestrutura e tem agenda cheia para 2023

O legado e a tradição do beisebol em Mogi das Cruzes – heranças do rico passado da imigração japonesa na cidade – seguem vivos e com planos de expansão para os próximos anos.  Após longo período em ‘baixa’, o Mogi Bunkyo Beisebol – que já competiu no país e mundo afora nas décadas passadas, sendo […]

Por O Diário
25/02/2023 08h03, Atualizado há 41 meses

O legado e a tradição do beisebol em Mogi das Cruzes – heranças do rico passado da imigração japonesa na cidade – seguem vivos e com planos de expansão para os próximos anos. 

Após longo período em ‘baixa’, o Mogi Bunkyo Beisebol – que já competiu no país e mundo afora nas décadas passadas, sendo referência brasileira – passou por amplo processo de reestruturação em 2021, com resgate das categorias de base. A garotada teve bons desempenhos em 2022 e a meta é manter o ritmo de crescimento em 2023, que já conta com agenda de competições cheia. 

O time desenvolve hoje três categorias com cerca de 60 crianças: t-ball (até 8 anos), pré-infantil (9 a 10 anos) e infantil (até 12 anos). Os treinos acontecem no Centro Esportivo do Bunkyo – Associação Cultural de Mogi das Cruzes, na Porteira Preta. 

A equipe surfa nessa retomada, voltando a federar atletas junto à Confederação Brasileira e Federação Paulista de Beisebol e deve receber um importante apoio financeiro, em março, por meio de um projeto de captação de recursos da Lei do Incentivo ao Esporte (LIE). 

Tal legislação permite que recursos provenientes de renúncia fiscal sejam aplicados em projetos das diversas manifestações desportivas e paradesportivas distribuídos por todo o território nacional. 

A verba possibilitará aumento no número de atendimentos. 

Para 2024, uma das metas da diretoria é a melhoria da infraestrutura do campo onde os treinos acontecem, no Centro Esportivo do Bunkyo.
Além da competição, a ideia principal é incentivar, entre os participantes, valores como cidadania, cooperação e amizade. 
Antes de falar sobre as metas, Juliano Abe, manager geral do time mogiano, contextualiza a história do passado da equipe. 
“Mogi, durante as décadas de 70, 80 e 90 e até meados de 2005, era referência no beisebol brasileiro, com a comissão técnica da seleção instalada na cidade. Esse cenário foi se modificando, principalmente após a Yakult ter investido no centro de treinamento, em Ibiúna. Isso fez com que parte dessa comissão fosse transferida, atletas de ponta começaram a treinar lá e nós fomos perdendo jogadores”, relembra. 
“De 2010 para cá, quase não tínhamos time. Chegou ao ponto que não tínhamos mais atletas federados”, conta Abe. 
Mas, segundo ele, veio a chegada de um novo ciclo. 

“No ano de 2021, uma nova diretoria resolveu assumir as atividades esportivas do beisebol. Resolvemos reestruturar toda a parte administrativa quanto à parte técnica. 2022 foi quando pegamos no ‘breu’ e conseguiu montar as categorias t-ball e pré-infantil, que passaram a disputar as categorias oficiais e não oficiais. 

Abe comenta que os bons desempenhos da pré-infantil deixaram a diretoria esperançosa. 

A meta é manter os trabalhos já desenvolvidos nos últimos dois anos. “Esse ano temos não apenas a expectativa de manter e consolidar esse processo que iniciamos no final de 2021, mas também um desafio grande e, assim que o governo do Estado autorizar, implantaremos um projeto na base da Lei de Incentivo ao Esporte. Aprovamos esse projeto, que já está captado. A ideia é que outras 100 crianças frequentem o Bunkyo, incentivadas por empresas da cidade. 

Por meio de doações e patrocínios, os projetos executados via Lei de Incentivo ao Esporte fortalecem ações com crianças, adolescentes, jovens, adultos, pessoas com deficiência e idosos.

Segundo Abe, naturalmente o projeto tem chamado novos praticantes. “Quem estiver interessado pode ir ao Centro Esportivo do Bunkyo, na avenida Japão. Os treinos são aos sábados e domingo. Para as equipes de alto rendimento, existem treinamentos fora desse período” convida. Nosso objetivo principal é incentivar a cidadania e bons valores”, conta. 

“Esse ano tem mais competições nas agendas. Todo mês há dois ou três campeonatos”, adianta.

Abe conta que os participantes só têm a ganhar. “Quando falamos de cultura, temos vários aspectos que podem contribuir para a manutenção de princípios e valores culturais. Por meio do esporte, praticamos inúmeras ferramentas, como educação. O beisebol tem uma história de valorização do ambiente”, avalia. 

Conforme história já contada por O Diário, o beisebol chegou a Mogi junto com os imigrantes japoneses. O início do esporte no Japão é outra história, com a certeza de que a modalidade segue forte por lá. 

Com o Mogi Bunkyo Beisebol, a cidade já conquistou grandes títulos em campeonatos nacionais, principalmente na década de 90, com destaque para nomes como Yan Gomes, que hoje está no Washington National, e Kleber Ojima, que jogou em Taiwan.
O beisebol é praticado no Centro Esportivo do Bunkyo – Associação Cultural de Mogi das Cruzes e conta com apoio da Prefeitura de Mogi das Cruzes e também de empresas da região.  

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