Acompanhante de bebê critica más condições do Pró-Criança, em Mogi
Durante as últimas semanas em que Mogi das Cruzes tem registrado crescimento significativo do número de casos de gripe e Covid-19, e até os mogianos de pouca idade não ficam fora desta estatística, chegou a O Diário a queixa de uma avó que enfrentrou problemas no último final de semana para conseguir a internação do neto, de […]
26/01/2022 07h19, Atualizado há 55 meses
Durante as últimas semanas em que Mogi das Cruzes tem registrado crescimento significativo do número de casos de gripe e Covid-19, e até os mogianos de pouca idade não ficam fora desta estatística, chegou a O Diário a queixa de uma avó que enfrentrou problemas no último final de semana para conseguir a internação do neto, de 10 meses, infectado com Covid-19. O relato mostra que avó, mãe e filho aguardaram no Pró-Criança uma vaga para internação em hospital da região, em um espaço mal higienizado, sem ventilação, com falta de itens básicos, como papel higiênico, e até com lençol manchado de sangue. A Secretaria Municipal de Saúde informou que a denúncia está sendo apurada.
Nesta segunda-feira (25), O Diário recebeu a reclamação sobre as más condições do Pró-Criança. A autora da queixa, Michelle Martins, é avó do pequeno Théo Vicente, de apenas 10 meses, que após entrada na unidade de pronto atendimento infantil, foi diagnosticado com Covid-19. “Minha filha levou o Théo para o Pró-Criança às 5h30 de sexta-feira (21) e ficaram lá até às 19h18 de sábado (22), quando a ambulância nos buscou para nos levar até o Hospital Luzia de Pinho Melo, para internação”, explica Michele.
De acordo com a avó, o espaço em que ficaram no Pró-Criança, enquanto aguardavam vaga para internação, não estava recebendo os cuidados adequados. “Ficamos em um quarto super apertado e com uma janela que dava para uma parede, voltando todo o ar abafado para o quarto. Minha filha precisou procurar papel para passar no chão, pois estava sujo e tinha até agulha usada caída”, comenta a avó, inconformada com a situação que vivenciou.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde ressaltou que o Pró-Criança é uma unidade de Pronto Atendimento Infantil, onde casos mais graves são encaminhados para hospitais com atendimento pediátrico e os prazos dependem da liberação da vaga no sistema.
“Nas últimas semanas, o Pró-Criança tem registrado grande demanda de atendimentos, com alta em torno de 40% e uma média de 380 a 400 atendimentos por dia, reflexo do crescimento de casos de gripe, Covid-19 e demais queixas respiratórias”, informou a pasta em nota enviada a O Diário.
Segundo a secretaria, diversas providências já foram tomadas para garantir assistência necessária diante da alta demanda e todos os cuidados estão sendo redobrados para oferecer atendimento seguro e com qualidade.
O Diário aguarda a apuração e o posicionamento da Prefeitura de Mogi sobre a denúncia.