Advogado Paulo Passos morre aos 70 anos, após lutar contra o câncer
O advogado Paulo Roberto da Silva Passos faleceu aos 70 anos, após travar uma árdua batalha contra o câncer. Ele estava internado no OncoStar, da Rede D’Or, em São Paulo. O corpo do ex-delegado e ex-juiz foi cremado, na Capital, segundo Dirceu Augusto da Câmara Valle, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mogi […]
31/07/2021 15h42, Atualizado há 61 meses
O advogado Paulo Roberto da Silva Passos faleceu aos 70 anos, após travar uma árdua batalha contra o câncer. Ele estava internado no OncoStar, da Rede D’Or, em São Paulo.
O corpo do ex-delegado e ex-juiz foi cremado, na Capital, segundo Dirceu Augusto da Câmara Valle, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mogi das Cruzes, que destacou a importância da atuação dele no exercício da profissão.
Paulo atuou no Tribunal de Justiça de São Paulo, quando se aposentou para voltar a se dedicar à carreira. “Sua maior vocação, seguramente, era a advocacia”, afirma Valle.
“Doutor Paulo Passos”, como era conhecido, foi professor da Academia de Polícia Civil do Estado de São Paulo, e também lecionou e coordenou o curso de Direito da Universidade Braz Cubas, a UBC.
Era mestre e doutor pela PUC-SP, também doutor por Sorbonne, e pós-doutor em Coimbra, em Portugal. “Foi responsável pela formação de muitos de nós. Inspirou um sem número de alunos. Um gigante. Deixou-nos sua presença física, mas seu exemplo de retidão e comprometimento com a justiça, no espírito de todos que com ele conviveram, seguirá vivo”, considerou Valle.
Em 2007, ele recebeu o título de Advogado do Ano, concedido pela OAB de Mogi das Cruzes.
Nas redes sociais, ex-alunos e pessoas de diversos segmentos lamentaram a perda do amigo e professor.
“Triste,muito triste.Paulo Passos companheiro de jornada na Rádio Metropolitana, entre divergências de idéias, fica o respeito e admiração.Morre um pouca de nós”, disse o professor Nabil Francisco de Moraes.
Paulo Passos atuou em diversas causas durante a carreira e, mesmo recentemente, já com a saúde fragilizada, após tratamentos com períodos de melhora e retração, contra o câncer, seguia à frente de muitos casos em Mogi e outras cidades.
Tinha um escritório no número 1.798 da rua Barão de Jaceguai, na Vila Helio.
Em maio passado, por causa da condição de saúde dele, o advogado deixou a defesa de Lothar Hohenne Kaltmaier, acusado de matar o avô, o empresário Gehrard Kaltmaier, de tradicional família mogiana.
O advogado e professor deixou a mulher Ana, os filhos Cauê, também advogado, e Frederico, ainda adolescente.