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Ainda à espera de Patolino, Júlia Olympio adota pata resgatada após maus-tratos em Mogi

A influenciadora Júlia Olympio, que reside em Mogi das Cruzes e procura há semanas pelo Patolino, um pato desaparecido misteriosamente de um condomínio de luxo, tem um novo pet: uma pata que foi resgatada por policiais, após ter sido comprada por uma mogiana que passou a utilizar as redes sociais para mostrar a chegada do […]

26 de maio de 2023

Reportagem de: O Diário

A influenciadora Júlia Olympio, que reside em Mogi das Cruzes e procura há semanas pelo Patolino, um pato desaparecido misteriosamente de um condomínio de luxo, tem um novo pet: uma pata que foi resgatada por policiais, após ter sido comprada por uma mogiana que passou a utilizar as redes sociais para mostrar a chegada do animal em sua casa. A tutora, no entanto, acabou despertando a curiosidade de outros seguidores quando  passou a chamar a pata de Patolino, e demonstrava pouco conhecimento sobre os cuidados que a espécie doméstica exige.

A história é desdobramento do sumiço do pato cuja rotina de cuidados era compartilhada por Júlia em suas redes sociais até desaparecer de um dos condomínios do Aruã, para onde a jovem havia se mudado (atulamente ela reside em outro residencial de luxo, em Mogi das Cruzes).

Desde abril, O Diário acompanha o registro que se desmembrou em lances como uma investigação policial e a divulgação de uma recompensa para quem desse informações confiáveis sobre o destino da ave (relembre aqui).

Nesta sexta-feira (26), em um post em suas redes sociais com edições de imagens sobre a adoção que teve início quando seguidores encontraram semelhança entre a pata recém-adotada, também com penas brancas, e o Patolino.

A O Diário, Júlia contou que as imagens da pata que irá viver com ela, a partir de agora, demonstravam semelhança com o Patolino. O que despertou a atenção da influencer de 27 anos que trabalhava como modelo antes da pandemia e passou a se dedicar apenas à carreira como tiktoker foram os descuidos com a alimentação da pata que não recebia sequer a ração apropriada. 

Ela acionou a Polícia, que investiga o sumiço do Patolino, ainda sem conseguir avançar na descoberta sobre o paradeiro dele, apesar dos depoimentos prestados e imagens recuperadas. 

“A Polícia chegou ao local rapidamente e constatou os maus-tratos porque as pessoas não têm ideia sobre como é difícil cuidar de um pato. É até mais complicado do que cuidar de um cachorro porque eles comem o dia inteiro e têm um digestão rápida, o que faz com que a limpeza das fezes seja feita o tempo todo”, exemplifica Júlia.

Quando encontrou a nova filha, Júlia tinha esperando de ser o Patolino. “Mas, não era, as diferenças são grandes e ela é fêmea”, diz.

Os policiais identificaram a impossibilidade de a tutora cuidar da pata e Júlia acabou adotando o animal doméstico que ainda ira passar pela primeira consulta veterinária. Ela estima que a pata deve ter 7 meses.

No post divulgado, em conversa com o irmão da jovem que comprou o pato de uma cidade de Minas Gerais, Júlia conta aos seguidores que a nova cria não substitui o Patolino, mas que terá uma vida digna. O termo de adoção é assinado pelo delegado Ricardo Fleck Martins Júnior.

Ainda há o sentimento de perda do animal de estimação que não foi encontrado mais desde abril passado: “Não era o meu Patolino, porém Deus quis colocar essa pata na minha vida com o propósito de poder dar a ela uma vida digna. Eu jamais conseguiria ir embora e ignorar o pedido de ajuda dessa família que comprou a pata e segundo a Polícia o local a qual a pata viveria não tinha a menor condição de sobreviver por muito tempo”.

A procura por Patolino prosseguirá. “Não vou desistir de encontrar o meu filho, não vou perder as esperanças embora a polícia já tenha investigado muito”. As apurações não trouxeram novidades sobre a busca. 

A esperança persiste: “Eu creio no Deus que faz milagres e se for da vontade Dele eu terei a oportunidade de viver o dia mais feliz da minha vida que seria o dia do meu reencontro com meu filho”.

Na postagem, Júlia reforça que a pessoa que comprou o animal – o que é uma ação legal, desde que não haja maus-tratos, não tinha condições de criá-lo.

O irmão dessa pessoa – cujo nome não é citado, dá um depoimento e considera que, talvez, a irmã tenha tido a ideia para conquistar seguidores.

As necessidades da pata, no entanto, logo confirmaram aquilo que as entidades de defesa animal destacam: os cuidados com espécies silvestres são específicos e exigem tutores responsáveis e com conhecimento a lida diária com eles.

Júlia destaca que a posse responsável exige amor e cuidados diários com a alimentação e limpeza. O pato precisa de troca de água e de um lago.

 

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