Ainda sem licitação para serem operados, radares de Mogi seguem desativados
No último mês de agosto, os radares eletrônicos de Mogi das Cruzes foram desativados após apenas três meses de operação. À época, O Diário mostrou que a prefeitura preparava “o lançamento de uma nova licitação”. Agora, a situação ainda é a mesma: “um novo processo licitatório está em trâmite”, esclarece a Secretaria Municipal de Transportes. […]
04/11/2021 17h43, Atualizado há 58 meses
No último mês de agosto, os radares eletrônicos de Mogi das Cruzes foram desativados após apenas três meses de operação. À época, O Diário mostrou que a prefeitura preparava “o lançamento de uma nova licitação”. Agora, a situação ainda é a mesma: “um novo processo licitatório está em trâmite”, esclarece a Secretaria Municipal de Transportes.
No entanto, embora não tenha citado datas, dessa vez a Pasta mostrou um novo olhar aplicado ao tema. A procura por uma nova empresa ou Consórcio – como o Caminhos Seguros Mogi, que teve o contrato encerrado recentemente – “englobará serviços de tecnologia a serem utilizados na mobilidade urbana do município”.
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Em outras palavras, “dentro deste novo conceito, a fiscalização eletrônica será uma parte deste trabalho, e não mais o único serviço prestado”. Isso quer dizer que “o fornecimento de soluções de inteligência viária, tecnologia para o transporte coletivo e a operação de uma central informatizada de trânsito, estão dentro do escopo da nova contratação que, entre outras ações previstas, trará a modernidade, a atualização tecnológica e a agilidade necessárias para uma gestão inteligente e inclusiva da mobilidade urbana”, trouxe a pasta, que não forneceu prazos.
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O que tinha prazo de validade certo era o contrato com o Consórcio Caminhos Seguros. Depois de permanecer um ano sem a fiscalização, em função de atrasos na contratação do novo prestador do serviço e, depois, de demora na instalação de equipamentos, a retomada da operação dos radares ocorreu em maio passado. Mas já se sabia que o novo acordo valeria somente até agosto.
Fiscalização
O Diário questionou a administração municipal também sobre a segurança dos pontos em que os radares deixaram de operar, já que muitos deles são potencialmente perigosos devido a alta velocidade dos motoristas. Exemplos são os números 2299 e 2362 da rua Dr. Deodato Wertheimer, o número 81 da avenida Francisco Ferreira Lopes ou os números 650 e 655 da avenida Prefeito Carlos Alberto Lopes. Em maio último, este jornal publicou uma lista com todos os locais que, naquele momento, receberiam radares que viriam a ser desativados três meses mais tarde.
Em resposta, a Secretaria Municipal de Transportes afirma que “mantém acompanhamento contínuo sobre a situação de segurança viária e, se necessário, atua com intervenções de sinalização”.
Além disso, a Pasta destacou “os índices de segurança viária de Mogi das Cruzes, que segundo os dados do sistema Infosiga, têm se mantido abaixo dos anos anteriores”. De acordo com os números apresentados, “entre janeiro e setembro de 2021, foram registradas 22 mortes nas vias sob jurisdição da Prefeitura, índice 26,6% menor que no mesmo período do ano passado, quando ocorreram 30 mortes”.
De acordo com a prefeitura, “o número também é o menor para o período de toda a série histórica do sistema Infosiga, que começou em 2015: 21,4% menor que em 2019; 33,3% menor que em 2018; 24,1% menor que em 2017; 46,3% menor que em 2016 e 37,1% menor que em 2015”.