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Alto Tietê fica em alerta para a cepa indiana do coronavírus

As cidades do Alto Tietê estão em alerta após a primeira confirmação sobre a passagem de um paciente, por São Paulo, contaminado pela cepa indiana. Outras variantes já circulam na região.  Mogi das Cruzes já identificou ao menos cinco casos da variante P.1 do coronavírus – registrada inicialmente em Manaus. Entre os pacientes, três evoluíram […]

Por O Diário
28/05/2021 14h08, Atualizado há 63 meses

As cidades do Alto Tietê estão em alerta após a primeira confirmação sobre a passagem de um paciente, por São Paulo, contaminado pela cepa indiana. Outras variantes já circulam na região. 

Mogi das Cruzes já identificou ao menos cinco casos da variante P.1 do coronavírus – registrada inicialmente em Manaus. Entre os pacientes, três evoluíram a óbito e outros dois se recuperaram. No Alto Tietê também já foi constatada a presença da variante B.1.1.7, originártia do do Reino Unido.

Os municípios confirmaram até o momento nove casos de pessoas infectadas pela variante de Manaus, que teria atingido até o momento menos de 10 pessoas.

As preocupações e as medidas de prevenção aumentam sobre a variante indiana, que teve apenas um caso confirmado no Estado de São Paulo.

O paciente tem 32 anos, é morador de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos no dia 22 de maio.

As cidades da região informaram que, até o momento, não foram notificadas sobre possíveis casos da variante indiana – a cepa B.1.617.

“O surgimento de uma nova variante mantém os municípios em alerta”, conta Adriana Martins, coordenadora da Câmara Técnica de Saúde do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê.

Ela afirmou que a Câmara Técnica trabalha em várias frentes, como na articulação junto ao Governo do Estado para o reforço na imunização.

O Brasil registrava até a tarde desta sexta-feira (28) – oito casos confirmados de infecção pela variante indiana, que foi registrada pela primeira vez na Índia em outubro do ano passado. Com a explosão de casos no país e sua disseminação no Reino Unido, autoridades sanitárias do mundo inteiro estão sob alerta. De acordo com infectologistas, esta cepa se tornou mais transmissível após mutações sofridas desde a sua descoberta e pode agravar a terceira onda da pandemia.
O vírus é imprevisível e a regra é manter os cuidados sanitários.

O coordenador executivo do Centro de Contingência da Covid-19, João Gabbardo, descartou que a terceira onda da pandemia esteja diretamente relacionada à chegada no Brasil da variante identificada pela primeira vez na Índia. Gabbardo disse que o Estado se prepara para caso haja um comportamento mais agressivo da nova cepa e que Secretaria da Saúde trabalha com o aumento da disponibilidade de leitos. Gabbardo reiterou que as pessoas devem manter a prudência e as medidas sanitárias, como o respeito ao distanciamento físico, uso de máscaras e evasão a aglomerações. Ele defendeu a necessidade de avançar na vacinação para redução dos indicadores epidemiológicos.

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