Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Após 95 dias no Luzia, paciente consegue sessões de hemodiálise em clínica; 12 vagas são confirmadas

Após 95 dias internada no Hospital Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, a decoradora Vanessa Cristina de Paula Silva, 43 anos, conseguiu vaga para atendimento ambulatorial de hemodíalise. Ela faz parte do grupo de cerca de 40 pacientes que passaram mais de três meses em leitos da unidade de saúde à espera do […]

Por O Diário
26/11/2023 12h25, Atualizado há 32 meses

Após 95 dias internada no Hospital Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, a decoradora Vanessa Cristina de Paula Silva, 43 anos, conseguiu vaga para atendimento ambulatorial de hemodíalise. Ela faz parte do grupo de cerca de 40 pacientes que passaram mais de três meses em leitos da unidade de saúde à espera do tratamento em clínicas de nefrologia de Mogi e região. No último dia 24 de outubro, eles chamaram atenção para a situação em um vídeo postado nas redes sociais relatando a demora, alertando para riscos de infecção hospitalar e apelando às autoridades por providências. 

Segundo Vanessa, na última quinta-feira (23) foram liberadas 12 vagas e na sexta-feira (24) mais 16, totalizando 28 e atendendo a todos os pacientes que ainda estavam na lista de espera. “Vou fazer exames no dia 1º de dezembro e no dia 3 devo receber alta. Nesta segunda-feira (27), vamos gravar um vídeo agradecendo a todos que nos ajudaram, incluindo o jornal O Diário”, conta ela, que está internada no Luzia desde o último dia 24 de agosto.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado da Saúde disse que o Hospital Luzia de Pinho Melo informou, na sexta-feira pela manhã (24), a liberação de 12 vagas para atendimento ambulatorial de hemodiálise. “A unidade conta com 43 pacientes internados em diálise, que serão avaliados a partir de segunda-feira (27). Após a avaliação e aprovação da clínica é que eles serão desospitalizados. A expectativa é que novas vagas sejam liberadas em breve”, trouxe a nota encaminhada a este jornal. A pasta prometeu se manifestar, nesta segunda-feira (27) sobre as outras vagas que teriam sido liberadas aos pacientes que aguardam na fila, internados em leitos do hospital.

No Luzia, eles se revezam nas sessões realizadas em quatro máquinas em operação 24 horas por dia, mas precisam permanecer interrnados, no local, porque ocupam os horários disponíveis, de acordo com a demanda. Já no tratamento ambulatorial, podem ficar em casa e comparecem à clínica de hemodiálise apenas nos dias e horários marcados para as sessões. “No hospital, não tem hora certa, fazemos as sessões quando há possibilidade, então, em algumas ocasiões, isso acontece durante a madrugada, por isso, todos ficam internados à espera dos horários em que a máquina está livre”, conta Vanessa.

No vídeo em que gravou, ela também alertava que grande parte dos pacientes da fila é idosa, alguns entram em depressão ou desenvolvem outros problemas, além de correrem o risco de contaminação por algum vírus ou bactéria, durante a internação. “Ficamos expostos a riscos, até porque, o cateter fica no pescoço, tapado apenas por curativos”, contou.

Procurada à época, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que o deficit de vagas para hemodiálise é um problema antigo na cidade, constantemente relatado pela pasta ao Governo do Estado. “A própria direção do Hospital Luzia de Pinho Melo já informou que cerca de 40% dos leitos de clínica médica para adultos estão ocupados por pacientes crônicos ou aguardando vaga para hemodiálise. Por meio do Condemat (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê), todos os municípios do Alto Tietê já apresentaram suas necessidades à DRS-1, que é responsável pela regulação de vagas junto ao serviço contratado. Em Mogi das Cruzes, segundo último levantamento, o deficit era de 43 vagas”, trouxe nota encaminhada a O Diário, em outubro último.

 

 

Mais noticias

7 dicas para transformar o seu primeiro imóvel em um lar

Eflúvio telógeno: veja a causa da queda de cabelo após infecções e o que fazer

Höganäs apoia projetos artísticos, esportivos e culturais em Mogi das Cruzes

Veja Também