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Após decisão do TCE é hora de apertar o cerco contra o pedágio

A decisão do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo determinando que a Artesp refaça alguns pontos do edital de concessão das rodovias litorâneas (que inclui também a Mogi-Dutra) é mais uma vitória alcançada pelas ações contra os absurdos que estão prestes a serem cometidos contra Mogi das Cruzes. Mas não inviabiliza o principal […]

4 de agosto de 2021

Reportagem de: O Diário

A decisão do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo determinando que a Artesp refaça alguns pontos do edital de concessão das rodovias litorâneas (que inclui também a Mogi-Dutra) é mais uma vitória alcançada pelas ações contra os absurdos que estão prestes a serem cometidos contra Mogi das Cruzes. Mas não inviabiliza o principal aspecto dessa luta de todos que é a colocação de pedágios nos dois sentidos da Mogi-Dutra.

LEIA TAMBÉM: Novo edital da concessão de litorâneas vai excluir parte das obras em Mogi

É reconfortante saber que a cidade deverá ficar livre do verdadeiro “paliteiro” de viadutos e passarelas que a Artesp e o governo Doria pretendiam implantar ao longo do trecho da avenida Perimetral  localizado entre o trecho final da estrada do Pavan e o acesso à  rodovia Mogi-Bertioga, próximo da Vila Moraes. O verdadeira atentado que estaria prestes a ser cometido contra o Plano Diretor do município, tudo indica, estará fora de cogitação, após a medida anunciada pelo TCE.

Mas a Artesp e Doria não desistem de sua obstinada sanha: de colocar um pedágio na Mogi-Dutra para pagar as contas das obras de duplicação, a serem executadas ao longo de rodovias que cortam o litoral da Baixada Santista.

Tal posto de arrecadação, já ficou comprovado por este jornal, é o principal sustentáculo do projeto das concessões viárias. E se Mogi iria receber um verdadeiro “presente de grego” com as obras que transformariam parte de sua avenida Perimetral numa via expressa, onde poderia ser implantado um elevado limite de velocidade,  agora  não se tem notícia se haverá alguma compensação da parte do Estado para poder levar adiante o seu estapafúrdio projeto.

Mas a cidade já deixou bem claro que não está disposta a negociar qualquer contrapartida com o governo e Artesp, se do outro lado ainda permanecer de pé a proposta de um pedágio, que irá extorquir a população de Mogi e região por tempo indefinido.

“Mogi não está à venda” foi um dos bordões  criados recentemente, depois que o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB) propôs ao deputado Marco Bertaiolli (PSD) alguma  outra contrapartida em favor da cidade, desde que a questão do pedágio não fosse mais discutida.  Uma espécie de “cala-boca” em grande estilo  para fazer com que, implicitamente, cessassem os desgastantes protestos contra o pedágio, que tanta dor de cabeça têm causado às candidaturas de Garcia e Doria às próximas eleições.

“Isso beira à chantagem”, disse Bertaiolli, numa entrevista à jornalista Marilei Schiavi, no início desta semana. 

E é diante desse quadro que a cidade  e região terão de acelerar ainda mais suas ações contra a malfadada ideia de se implantar um pedágio na Mogi-Dutra, a contragosto da população de todo o Alto Tietê. 

A resposta da Artesp às exigências do TCE mostra que tudo pode mudar, menos a disposição – insana, em nossa opinião – de se instalar o tal pedágio. E a vitória definitiva da cidade virá quando se conseguir  a mudança definitiva desse projeto.  É o que Mogi tem direito de exigir do governo do Estado de São Paulo.

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